sexta-feira, 11 de junho de 2021

A BRUXA CONTINUA SOLTA

Lembro que eu não tive a menor dúvida. Quando vi Celina e Beatriz Abagge na TV, em 1992, dizendo que haviam sacrificado o menino Evandro para obter mais poder para a família, o caso terminou ali. Depois elas disseram que foram coagidas a torturar, mas eu nem dei bola. Não prestei a menor atenção aos julgamentos de 1998, 2004 e 2011, e não sabia o que havia sido delas. Agora eu sei. Terminei hoje os sete episódios de "O Caso Evandro", que está fazendo barulho no Globoplay. Baseada no podcast de Ivan Mizanzuk, a minissérie é muito mais bem feita que aquelas porcarias da Netflix que repetem as mesmas cenas em todos os capítulos e não chegam a lugar nenhum. Não que aqui se chegue: o que aconteceu com os meninos Evandro Caetano e Leandro Bossi, desaparecidos em Guaratuba nos primeiros meses de 1992, continua sendo um mistério. Foram mortos num ritual de bruxaria, vendidos para traficantes de crianças ou o quê? São tantas as reviravoltas que até Frederick Wassef, advogado da familícia Biroliro, dá as caras no episódio final. Quem nunca ouviu falar dessa história vai levar muitos sustos. Eu, que me acho tão bem informado, levei vários.

4 comentários:

  1. Tenho 39 anos e nunca tinha ouvido falar desse caso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Início dos anos 90 era um sequestro atrás do outro.

      Excluir
  2. Não existe família biroliro existe um miliciano assassino que cuspiu na estátua do Rubens Paiva

    ResponderExcluir
  3. E provavelmente nem de vários outros.

    ResponderExcluir