sexta-feira, 21 de maio de 2021

QUANDO PARIS ALUCINA

Michelle Pfeiffer é uma das muitas atrizes injustiçadas pela Academia. Não que ela esteja muito interessada num Oscar: nos últimos anos, a diva tem filmado pouco, escolhendo seus roteiros com cuidado. Este ano ela quase garantiu uma indicação (e conseguiu para o Globo de Ouro) pelo seu melhor papel em muito tempo. Em "Saída à Francesa", ela faz uma socialite arruinada que, sem outra alternativa, vende o pouco que tem e se muda para o apartamento emprestado por uma amiga em Paris. Junto com ela vão o filho perdidão, vivido pelo interessante Lucas Hedges, e o gato que ela suspeita ser possuído pelo espírito do marido. As coisas já ficam peculiares na viagem de navio, quando surge uma vidente gorducha. Já na capital francesa, aos poucos se forma um séquito ao redor da protagonista. O filme oficialmente é uma comédia, mas o humor é sutil - para não dizer excêntrico, surrealista ou mesmo, aham, sem graça. Não há muito plot, mas um estudo de personagem. Michelle está esplendorosa, trazendo humanidade e melancolia para uma mulher que poderia ser apenas fútil. Tem para alugar nas boas plataformas do ramo.

Um comentário:

  1. Uma mulher que apenas não fica feia, viva as taurinas!

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