sábado, 22 de maio de 2021

JANELA DISCRETA

Tanta gente falou mal de "A Mulher na Janela" que meu marido se recusou a ver o filme. Precisei bater o pé e dizer que eu não perderia um thriller com Amy Adams, Gary Oldman e Julianne Moore para convencê-lo a não se mover do sofá enquanto eu dava o paly. Aí, a lei das expectativas reversas entrou em ação. Estávamos esperando uma bomba, e o que veio foi um divertissement de qualidade, com decupagem fantástica, ângulos de câmera inusitados e ótimas atuações. Amy Adams se deixou embagulhar para o papel de uma mulher com agorafobia, o medo dos espaços abertos. Felizmente, ela mora numa gigantesca townhouse em Nova York e não precisa sair para nada. Mas seus novos vizinhos teimam em tocar sua campainha, para trazer presentinhos ou jogar conversa fora. Aí ela acha que presencia um crime hediondo, mas dá para confiar em sua mente torcida? No final, A Mulher na Janela" não passa de uma bobagem esquecível e de um pastiche da "Janela Indiscreta" de Hitchcock, mas não nos aborrecemos em momento algum. Apesar de uma protagonista que não quer sair de casa não ser exatamente o escapismo ideal para esses tempos de pandemia.

7 comentários:

  1. Eu tinha agorafobia antes da pandemia... Rsrsrs

    Atualmente o fogo no rabo é tão grande, que será terminar essa pandemia para eu pular para fora de casa!!!

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  2. Um hikimori versão americana. Interessante.

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  3. O Mio Babbino Caro
    Se para o filme ser considerado razoável tem até que se apelar para ângulos de câmera e decupagem é porque a coisa é braba rsss (é claro que estou falando de brincadeirinha)

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  4. tem potencial para ser um clássico camp. é tão ruinzinho e com recursos tão exagerados...

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  5. o filme enfatiza o fato dela ser a louca, sendo ela a única que tem razão.

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  6. Star Trek todas temporadas disponível no Netflix fora Monty Phyton a melhor coisa que já vi

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