terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

VOCÊ NÃO SOUBE MIANMAR

Os militares tomaram o poder na Birmânia em 1962, supostamente para proteger o país da ameaça comunista que rondava os vizinhos Vietnã, Laos e Camboja. Ao longo dos 50 anos seguintes, mudaram o nome do país para Mianmar, mudaram a capital de Rangum para Naypiydaw e se infiltraram em todas as áreas da atividade econômica, como sói acontecer nas ditaduras. Foi só em 2011 que os milicos largaram o osso, mas não muito. Deixaram que a popular Aung San Sou Kyi, ganhadora do Nobel da Paz em 1991, se tornasse a líder de fato da nação, mas preservaram um monte de privilégios para si mesmos - inclusive 25% dos assentos no Congresso. Mesmo assim, não gostaram do resultado das eleições de 2020, e ontem deram um golpe de estado. Hoje o Brasil soltou uma nota diplomática que não usa a palavra "golpe", nem cita os muitos presos políticos. Pode ser só cautela, para não comprar uma briga à toa. Mas pode ser também um reflexo do que se passa na cabecinha podre de Ernesto Araújo. Não duvido nada que o nosso tresloucado chanceler ache que tudo bem as Forças Armadas rasgarem a Constituição quando as urnas lhes desagradam. Um trailer de 2022?

3 comentários:

  1. A cada post você atesta sua ingenuidade, os militares ainda mandam no Brasil, a participação deles no golpe contra Dilma recrutamento de Sérgio Moro é óbvia. Somos exatamente como Myamar, a GORDA não quis mais pagar a porra da dívida pública (ler Maria Lúcia Fatorelli) militares que são quem realmente manda no tráfico no financismo nas empresas nacionais não gostaram de perder a mamata, genocidas que sempre foram fizeram o que fizeram é a elite do atraso-me seus psicopatas de aluguel

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  2. Nossa mãe. Que esse bando do Bolsonaro só faz besteira, não tem como discordar. Mas traçar paralelos do Brasil com essa republiqueta-banana asiática é muito teoria da conspiração. Menos.

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  3. Quem precisa de tanques e militares quando se tem um orçamento ilimitado pra comprar base de sustentação nos 3 Poderes da República?
    A variável é o povo enchendo o saco nas ruas....
    "Ingratos", como disse a Dilma quando o Congresso foi tomado por populares em 2013.
    E nesse caso, pra dar uma aparência de solução ao problema, apenas mexem em algumas peças no tabuleiro, mas a verdade é que o jogo continua o mesmo.
    E será o mesmo enquanto depender dos próprios jogadores mudar as regras que lhes rendem os bilhões que roubam.

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