segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

EL TURCO

Eu tinha horror a Carlos Menem. Não foi à primeira vista: quando ele assumiu a presidência da Argentina, em 1989, parecia alguém capaz de consertar a bagunça do governo de Raúl Alfonsín. De fato, El Turco acabou com a hiperinflação que devorava o país, e garantiu anos de crescimento estável para a economia. Mas as bases da reconstrução eram frágeis, e tudo desmoronou assim que ele deixou o poder. Mais grave ainda eram a corrupção endêmica e os negócios escusos que marcaram sua década no poder. Ah, e o pior de tudo: o silêncio cúmplice, para não dizer envolvimento, nos atentados contra a embaixada de Israel e a Associação Mutual Israelita Argentina, que sacudiram Buenos Aires em 1992 e 1994. Menem, que era muçulmano, ainda deixou que a Arábia Saudita construísse na capital uma enorme mesquita wahabbita, o ramo mais radical do Islã.

Carlitos tentou voltar à Casa Rosada usando o truque consagrado por Juan Domingo Perón: casou-se com a ex-Miss Universo e apresentadora de TV Cecilia Bolocco, confiante de que os argentinos não se importariam dela ser chilena. Não deu certo. Desistiu depois do primeiro turno, quando ficou claro que perderia para Néstor Kirchner no segundo round. Foi preso e processado algumas vezes, mas morreu como senador pela província de La Rioja. Agora deve estar no Jahannam, o inferno islâmico.

6 comentários:

  1. Depois de tanto ver bandeiras de Israel em todas as manifestações da extrema-direita brasileira, pequei ranço e parei de ver filmes sobre Holocausto judeu, agora quero ver filmes sobre o Holocausto palestino, afinal de contas a Faixa de Gaza não é muito diferente do Ghetto de Varsóvia e o sionismo judeu não é muito diferente do arianismo alemão, ambos supremacistas raciais.
    Jamais esqueceremos que a comunidade israelita patrocinou e deu palco para Bolsonaro, inclusive foi numa dessas palestras que Bolsonaro comparou quilombolas a animais que se pesam em arrobas e não serviam nem para procriar, o que se seguiu à farta gargalhada da comunidade israelita presente.
    Tenho um amigo judeu no trabalho que defende mais os interesses de Israel do que o os do Brasil, sugeri educadamente a migrar para sua pátria favorita e deixar o Brasil. Não precisamos de falsos brasileiros nos sabotando.

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    1. Agora quero ver filmes sobre o holocausto Negro. Mas dizer essas coisas aqui não pega bem...no fundo no fundo o Blog é Bolsonaro. Conheço essas bichas quando sentavam em alguma lanchonete por aí.
      Como bolsonaramente se fuderam de lá pra cá, imagino que estão mais contidas porém na primeira oportunidade colocam as manguinhas pra fora e defenestram a quem consideram...não é ser da tchurma.

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    2. Você é petista, né? Petista chama de extrema-direita qualquer coisa que não seja o PT.

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    3. Israel é um horror mas uma coisa é o governo outra são as pessoas, eu não me considero o governo brasileiro ou a elite brasileira estou 1 universo além dessa elite jagunça que nos controla mas sou brasileira e tenho todas as suas peculiaridades

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    4. É dose quando a direita não se assume como tal e se diz centro. PSDB, PMDB e DEM foram os partidos que mais votaram com o Bozo. Dá uma pesquisada Tony.

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  2. E sim no Brasil se mata mais negros que as guerras da Syria Afeganistão Iraque juntas! E vc acha que não estamos em guerra?

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