terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

PAU NA MÁQUINA

"A Máquina do Ódio" é um livro obrigatório. Ele desvenda, de maneira clara e acessível, a maneira como os regimes autoritários (e não só os de extrema-direita) usam a internet para moer reputações e minar instituições. E ainda traz o relato pessoal de alguém que denunciou esse mecanismo e depois foi visada por ele: a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. Especialista na cobertura de guerras e epidemias pelo mundo afora, Patrícia publicou no final de 2018 uma reportagem que revelava um esquema de mensagens pró-Bozo pelo WhatsApp, bancada por empresários como o Véio da Havan. Àquela altura o Despreparado já estava eleito, mas mesmo assim seus asseclas se voltaram contra a repórter. Ela recebeu ameaças, xingamentos e até a acusação de propor trocar sexo por informações, feita por uma fonte que primeiro a procurou e depois mudou de ideia. Hoje estamos bem mais cientes do perigo das fake news veiculadas pelas redes sociais, e as próprias empresas estão melhorando seus controles e expulsando figuras como Donald Trump. A extrema-direita, além disso, agora tem um inimigo poderoso: a realidade. Muitos já perceberam que esses demagogos não sabem governar, só falar merda. Os americanos já deram um jeito. Nossa vez vai chegar.

5 comentários:

  1. O PT não é santo, tinha que ter uma terceira opção.

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    1. Aquela maneira que o PSDB tanto presa e o Ciro Nogueira afaga.
      G-

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    2. Anônimo 17 de fevereiro de 2021 02:32 - Bicha lesada, tinham 11 opções que não eram o miliciano e nem o PT. Você apertou o 17 nos dois turnos, aposto.

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  2. Bom, já prenderam um deputado bozonarista. Que a Câmara mantenha ele preso. Vai ser um começo.

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