sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

WHEN I LOOK BACK UPON MY LIFE

Lembra da AIDS? Aquela doença devastadora que surgiu no início dos anos 80, e para a qual até hoje não existe vacina nem cura? Quer dizer, existe tratamento, e dos mais eficazes. Eu tenho uma dezena de amigos e conhecidos soropositivos, e todos levam a vida normalmente, sem sintomas nem nada. Aliás, faz tempo que não ouço falar de alguém que tenha morrido da "maldita". Em tempos de Covid-19, então, a síndrome da imunodeficiência adquirida foi meio ofuscada. Hoje finalmente se fala de uma vacina na fase final de testes, e o PrEP fez com que muita gente não precise mais passar pelo terror de quase 40 anos atrás. Eu passei. Escapei por milagre. Perdi amigos, peguetes, um semi-namorado e até meu ídolo Freddie Mercury, e não faço a menor questão de reviver aquela época. É por isto que não estou muuuito entusiasmado para ver "It's a Sin". A nova série de Russell T. Davies, criador da seminal "Queer as Folk", foca um grupo de gays e drags britânicos justamente quando o HIV começou a se espalhar. O elenco é fantástico e a música é ótima, mas os dramas sobre a AIDS têm uma característica em comum: sempre acabam mal. Já vi uns trocentos, e vou ter que ver mais este. Ainda não há data de estreia no Brasil, nem sabemos em qual plataforma "It's a Sin" chegará por aqui. Mas lá vamos nós outra vez, ainda que com má vontade. Perder uma série dessas vai ser um pecado.

7 comentários:

  1. Bitch, como vc tá vendo isso se não tem HBO Max aqui? É VPN, meu amorrr?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não estou vendo. Disse que VOU ver, quando estrear por aqui.

      Excluir
  2. Pecado é "Queer as Folk" não estar em nenhum serviço de streaming por aqui... mudando de assunto quando vamos ter a nova interface do blor e o podcast...

    ResponderExcluir
  3. Você não é adepto de baixar filmes e séries né gatinha? Já assisti o primeiro episódio, muito bom, porém pensando também se vou ter coragem de assistir o resto.. e olha que sou da época pós tratamento.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Evito a pirataria o mais que posso. Sou roteirista, então tento não tirar o pão da boca de outros roteiristas.

      Excluir
  4. Tai que pensei que vc fosse fazer um post sobre o dia da visibilidade trans, elas que são tão marginalizadas até entre os gays. E que esse ano entraram na política eleitas.
    É bom falar disso, especialmente nessa selva de brucutus em que estamos vivendo.

    ResponderExcluir