segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

CHATO PACARRETE

Não entendo como "Pacarrete" ganhou oito prêmios no Festival de Gramado de 2019. Trata-se de um filme chato sobre uma mulher chata, e só o fato de quem produz cultura no Brasil se sentir perseguido na conjuntura atual pode explicar tamanha hipnose coletiva. Pacarrete é uma bailarina aposentada que vive em Russas, no interior do Ceará, como se estivesse em Paris. Veste-se na moda da década de 1920, que ela não viveu, e insiste em dançar "A Morte do Cisne" na festa dos 200 anos da cidade. Só que ela não quer levar cultura para as massas, porque não se interessa por ninguém além de si mesma. É apenas uma figura egoísta, que exige aplausos para um talento que não tem mais, sem um pingo de generosidade. Quando ela adota um cachorro de rua, logo o coloca num berço de bebê, de onde o coitadinho não consegue sair. Para piorar, Marcélia Cartaxo tem uma interpretação teatral, no auge da afetação e da estridência, deixando a personagem francamente insuportável. Fuja, aos grand jetées.

5 comentários:

  1. Ahhh, mas tem a Marcélia Cartaxo que é cult, sempre se pode filmar o nordeste de forma cult, e eu posso me sentir diferenciado/cult curtindo tudo isso...

    E ae quando a direita grotesca tenta empurrar para gente suas referências culturais, tem como reclamar?

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  2. Não mistura as bolas bebê, chato é chato.
    G-

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  3. Amém: https://g1.globo.com/educacao/enem/2020/noticia/2021/01/11/morre-carlos-roberto-pinto-de-souza-diretor-de-avaliacao-da-educacao-basica-do-inep.ghtml

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  4. Que texto péssimo e você assistiu o filme completamente amargurado, nem merecia ter presenciado a obra encantadora e doce que Marcelia Cartaxo apresentou, sobre uma artista incompreendida é que somente os leigos não a entenderia, percebe-se que você se encaixa neles.

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