domingo, 10 de janeiro de 2021

A TERCEIRA MÁSCARA DO TEATRO

Foi estranho e revigorante voltar ao teatro presencial depois de 10 meses. A peça com que fizemos nossa rentrée foi "Para Duas", em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, até 1o. de fevereiro. No palco, duas atrizes excepcionais fazem mãe e filha, que se reencontram para um tenso almoço depois de décadas de estranhamento: Chris Couto e Karin Rodrigues. Além da semelhança física que torna o parentesco crível, elas têm aquele talento eletrizante que é preciso ser apreciado ao vivo - nenhuma transmissão por Zoom consegue captar direito. Na plateia, pessoas salpicadas pelas poltronas, com muito espaço entre uma e outra, dando aquela sensação de casa vazia. E todas, sem exceção, de máscara. A tragédia e a comédia agora têm, pelo menos por enquanto, uma terceira colega.

8 comentários:

  1. Teatro é bom demais, a emoção correndo solta ali na sua frente...O pouco que vi sempre deixou aquele gostinho de quero mais...As que marcaram mais: As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, Piaf e uma que Marília Pêra vivia a estilista Chanel (não sei se escrevi corretamente). Só lamento de não ter visto no palco minha atriz favorita: DINA SFAT.

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    1. Escreveu certinho. A peça se chamava "Mademoiselle Chanel".

      Eu vi Dina Sfat no teatro, em 1982, fazendo "Hedda Gabler" de Ibsen.

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    2. Obrigado pela atenção. Sorte sua ter visto Dina ela era extraordinária. Adoraria tê-la visto em O Santo Inquérito de Dias Gomes, fez muito sucesso aqui no RJ mas na época eu era muito novo não deixavam entrar...Exibiram uma cena no Fantástico mas com a Regina Duarte que fez em São Paulo também com grande sucesso...Branca Dias é uma grande personagem, não sei como as jovens atrizes não se interessam...

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    3. Tá ae algo que sempre quis curtir mais: teatro.

      Aqui em Ssa o teatro quase sempre fica com gosto de regional. Todos querem todas as histórias! Branca Dias que vc citou, por exemplo, senão me engano é uma personagem nordestina. Porque uma atriz baiana ainda não encarou uma produção dessa por aqui?

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    4. Dias Gomes era baiano de Salvador e a história de Branca fala de uma moça perseguida pela Igreja Católica, julgada como bruxa.... é um texto muito atual por conta de tudo que estamos passando...

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    5. Eu sei sobre a origem de Dias Gomes, e ele sempre utilizou dela para sua dramaturgia, em contraponto não me lembro de uma nova montagem de O Pagador de Promessas em sua terra natal, por exemplo.

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    6. Parece que estivemos nas mesmas plateias!
      G-

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  2. Vejo hj. Presencial tem tb o Eduardo Martini, fazendo Clodovil, no União Cultural. Dá um Show. Parece que a gente tá diante do Clô.

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