domingo, 22 de novembro de 2020

QUE MANK-ADA

Vou ter que ver "Mank" de novo. Todas as críticas que eu li até agora falam que é o filme do ano, e eu não achei lá essas coisas. Estava tão louco para ver que não esperei estrear na Netflix, daqui a menos de duas semanas. Morri num ingresso de cinema e encarei de máscara a sala quase vazia. Talvez tenha sido este o meu erro. A imagem estava escura demais e o som, muito baixo - detalhes que, em casa, eu regularia num instante. Isso ajudou que eu não fosse tragado pela tela, por mais que seja esplendorosa a fotografia em preto e branco. O novo filme de David Fincher conta a história de Herman Mankiewicz, o roteirista de "Cidadão Kane", e roteiristas não costumam protagonizar boas histórias. Porque quase tudo o que eles fazem é escrever, não exatamente algo excitante de se ver. No caso de Mank, ele também bebe pacas, a ponto de irritar seus poderosos patrões e sabotar a si mesmo. Quem for esperando ver Orson Welles ou mesmo alguma fofoca do making of do "maior filme de todos os tempos" vai sair decepcionado. "Mank" é mais sobre a velha Hollywood como um todo, onde ninguém é inocente e todo mundo tenta tirar vantagem dos demais. Os atores estão fantásticos e ninguém mais que Gary Oldman no papel-título. "Mank" vai receber uma saraivada de indicações ao Oscar e fatalmente levar alguns, e eu não posso continuar fazendo papel de bobo. Vou ter que ver de novo.

3 comentários:

  1. Todo filme com o Gary Oldman, ele grita, treme , baba. É sempre a mesma coisa. Tem quem ache ele um grande ator.

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  2. citizen kane é o caralho, bom mesmo é sunset boulevard porra

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  3. O Mio Babbino Caro
    Só o Tony pra me arrancar um esboço de sorriso. "Nessa triste temporada...dessa estação cinza como o céu de estanho".

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