quarta-feira, 18 de novembro de 2020

OS MAIS BELOS ANOS DE UMA VIDA

É difícil descrever "Belle Époque", o filme de abertura do Festival Varilux de Cinema Francês, que começa amanhã. Trata-se de mais uma comédia de Nicolas Bedos, que estreou com o õtimo "Monsieur e Madame Adelman" em 2017, e novamente o assunto é um amor através dos tempos. O protagonista é um septuagenário (o ótimo Daniel Auteil) que, expulso de casa pela mulher que não o suporta mais, resolve reviver o momento em que os dois se conheceram, em 1974. Par isto, ele se utiliza dos serviços de uma empresa que constrói cenários realistas e contrata atores para reproduzir em detalhes a época desejada. E então, ele se apaixona pela moça que interpreta sua futura esposa quando jovem - algo meio difícil de acreditar, porque a moça é Doria Tillier, que tem uma beleza normal, e a esposa é ninguém menos que Fanny Ardant, ainda esplendorosa aos 72 anos de idade e tão deusa quanto sempre foi. Fanny levou o César de atriz coadjuvante (apenas o segundo de sua carreira), e o filme ainda faturou os de roteiro original e direção de arte. Também é cheio de pegadinhas, com sequências que parecem reais e logo se revelam encenações. Essa metalinguagem, mais a presença de várias estrelas do cinema francês, me fez lembrar da série "Dix Pour Cent", cuja 4a. temporada já estreou na França. E aí, Nettflix, quando é que esse ano estranho vai ficar mais belo?

5 comentários:

  1. OFF TOPIC: Há alguns meses você falou aqui sobre um filme francês sobre um homem mais novo que sacava com um mulher mais velha, se referiu a ele meio como um Gigolô. TO interessado em ver esse filme mas não to achando o seu post sobre ele. Lembra do nome desse filme?

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  2. Fiquei encafifado e fui pesquisar. Não, eu não vi “O Amante Francês”, comédia em que Kad Metad faz um gigolô envelhecido.

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