sábado, 28 de novembro de 2020

O GAMBITO EM CHEQUE

Com algum atraso em relação ao resto da humanidade, terminei ontem "O Gambito da Rainha". Não comecei antes porque estava vendo outras trocentas séries ao mesmo tempo. Preferi terminar todas e aí me dedicar exclusivamente, como Beth Harmon faz com o jogo de xadrez. Gostei, mas esse gambito não traz nada de novo, na forma ou no conteúdo. Foi como reencontrar uma antiga sobremesa favorita. É tudo impecável, do roteiro com todos os "beats" nos lugares certos à minuciosa direção de arte (um ponto alto: o hotel Azteca Palace, baseado no Gran Hotel de Ciudad de Mexico). Sem falar nos atores, é claro: Anya Taylor-Joy se firma como uma das estrelas de sua geração. Só que, para desfrutar dessa torta em formato de minissérie, é preciso dar um belo de um desconto. Nem nos dias de hoje existe uma superstar feminina do xadrez, quanto mais nos anos 60. Também soa falso o apoio que os muitos homens derrotados e desprezados por Beth se juntem para ajudá-la em seu maior desafio, o embate final com o russo Borgov (e a cena ainda permite a leitura de que uma mulher precisa de auxílio masculino para brilhar). Ainda tem a relação dela com os remédios e o álcool, resolvida só na força de vontade, sem uma única visitinha ao AA ou similar. Nada disso diminui o entretenimento proporcionado por "O Gambito da Rainha" - pena que também não ajude o programa a entrar para a lista dos melhores do ano.

7 comentários:

  1. Judith Polgar é uma superstar do xadrez, suas irmãs também são famosas no meio.

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  2. Assisti fascinada, achando a melhor série, melhor história de todos os tempos.

    Até ficar sabendo que não é uma história real 😒 o encanto caiu todo por terra

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  3. prefiro assistir velozes e furiosos XVI do que isso, eu acho

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  4. Exatamente isso 👏🏽👏🏽👏🏽

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  5. Quando assisti “A bruxa” ví que essa atriz teria futuro.

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  6. Eu tb acabei de assistir ontem e amei!!!! Um show de fashion e papeis de parede!!!

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  7. Ih dessa vez discordo.

    “É tudo impecável “ mas “foi como reencontrar uma antiga sobremesa favorita”? Gente, reencontrar uma sobremesa favorita é algo dos deuses!

    “Para desfrutar é preciso dar um belo desconto”. Ok. Desconto pelo que?
    - Pelo fato de dificilmente nos anos 60 uma mulher estrela do xadrez com aquele sucesso? Faltou “realidade” no entretenimento impecável?
    - Por muitos homens derrotados a apoiando? Hummmm.
    - Por não fazer alusão a AA (nos anos 60!!) nos problemas relacionados ao Alcool e similar??? Imagine procurar psicólogo/psiquiatra nessa época com todo o tabu de então (já que vc fala em realidade), né?

    Tony criatura linda! Vc mesmo disse “entretenimento”, “impecável” etc. Será realmente necessário esse “desconto” e por ESSES motivos (não é realista, ih não é sensível pois nem falou no AA etc)? Entendo, mas não poderia discordar mais

    PS: escrevi tudo isso SEM assistir o Gambito (ainda). cá estou discordando; não tanto da opinião em si, não tanto de vc não achar a série uma Brastemp, mas dos argumentos usados. Ousada eu, né? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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