quarta-feira, 25 de novembro de 2020

LA MANO DE DIÓS

A morte de Diego Maradona aos 60 anos de idade (ele era apenas 10 dias mais jovem do que eu) encerra uma das trajetórias mais acidentadas da história do esporte de todos os tempos. Infelizmente, o caso dele não é raro: só aqui no Brasil, me vêm imediatamente à cabeça as figuras de Garrincha e Sócrates, dois grandes craques que sucumbiram ao alcoolismo. Já a fissura de Maradona era mesmo cocaína, uma droga que quase nunca mata por overdose. O estrago do pó costuma ser a longo prazo. Maradona viveu uns 20 anos de calvário, praticamente toda sua vida depois de deixar os campos. Como espectador bissexto que sou, para mim seu momento mais marcante foi o suposto gol de mão que derrotou a Inglaterra e levou a Argentina à final da Copa de 86. Mas reconheço o imenso talento - e não, ele não era melhor que Pelé, mas, provavelmente, mais interessante e mais divertido. Talvez até risse da confusão que está rolando no Twitter neste exato momento, onde a hashtag Madonna subiu aos trending topics. A garotada desinformada entendeu que quem morreu foi a rainha do pop...

5 comentários:

  1. Acho que o ápice foi o outro gol contra a Inglaterra, considerado o mais bonito da história das Copas.

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    1. Exato, e creio que o jogo contra a Inglaterra tenha sido na fase de grupos, e a Argentina não apenas chegou a final em 86, mas foi campeã. Acho que sua fama extrapolou o futebol; foi um ícone da cultura pop nos anos oitenta. RIP

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  2. Oi Tony, entendi o título. Mas melhor seria Adiós, boludo. Abraço

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  3. Não ligo para essa história de quem era o melhor jogador. No campo pessoal, Maradona nunca se fez de santo, assumia suas fraquezas e nem fazia nada para escondê-las. Já Pelé, posa de bom moço e é uma pessoa lamentável na vida real.

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