domingo, 15 de novembro de 2020

A FAMÍLIA BUSCA-PÓ

Claro que eu náo aguentei esperar pelo dia 24, quando o filme estreia na Netflix, e fui ao cinema ver "Era Uma Vez Um Sonho". A causa desta ansiedade tem nome e sobrenome: Glenn Close, minha atriz favorita em língua inglesa, e ela não decepciona. Está quase irreconhecível como Mamaw, a avó casca grossa que só usa camiseta e calça comprida, fuma sem parar e fala palavrão na frente dos netos. É uma espécie de versão mais atual da vovó da "Família Buscapé", uma das séries que marcaram a minha infância. As duas matriarcas caipiras vêm da mesma região, os empobrecidos Apalaches, onde qualquer perrengue sempre foi resolvido a bala. Hoje aquilo lá é o coração da Trumplândia, e as coisas estão ainda piores com a circulação de drogas pesadas. São elas que derrubam a filha junkie feita por Amy Adams, formidável como sempre, mas a direção de Ron Howard é careta ao cubo. Um pouco mais de secura no tratamento aumentaria a carga emocional. Menos trilha sonora, menos locução em off, menos cenas telegrafadas. "Era Uma Vez Um Sonho" (como eu odeio esse título) é um bom filme, mas seria devastador nas mãos de um cineasta menos convencional. Essa debilidade faz com que Close nem seja mais a favorita ao Oscar de coadjuvante, ô dó. Mas claro que eu vou ver de novo no conforto de meu lar.  Agora falta pouco para o dia 24.

6 comentários:

  1. A Gleen tá larga assim mesmo no filme? Ou foi alguma deformação da imagem que usaram na capa?

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  2. A coisa mais comum nos filmes da Netflix e das outras é algum - ou alguns - personagens fumando muito, muito mesmo. É a industria do tabaco agindo e ninguém fala nada, não se vê discussão alguma sobre isso. Chega a ser irritante. Observem e comprovem.

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    1. Proíbam bebida, drogados e dependentes. Limpem o mundo e criem um faz de conta pra colocar as pessoas numa bolha de correção e ilusão. Aproveitem e removam Narcos da plataforma e editem os filmes do Tarantino. Que coisa mais hipócrita e imbecil, isso já tá valendo????

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    2. A intenção de prender o mundo em uma bolha de segurança, como se os filmes hoje fossem os maiores influenciadores.

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    3. “keneth flamming” obcecado pelo cigarro na Netflix, postou a mesma coisa no post de 14/10. As pessoas lá fora fumam mais do que aqui, não sei qual o seu choque. Pelo visto sua visão de mundo é bem restrita. Vá pra Europa ou Estados Unidos (especialmente interior) e veja a quantidade de fumantes.

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    4. A personagem de Glenn Close é baseada em uma pessoa que realmente existiu e que realmente fumava.

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