quarta-feira, 28 de outubro de 2020

QUE SUS-TO

O general Pazuello não sabia o que era o SUS quando assumiu o ministério da Saúde. Incomodado com isto, Biroliro resolveu cortar o mal pela raiz: acabar com o SUS. Para quem não leva a sério a pandemia e ainda defende a cloroquina, não chega a ser uma supresa. Mas o Bozo é burro. Não viu que o Chile votou por trocar de Constituição porque a atual, entre outros defeitos, não prevê um sistema universal de saúde. Tampouco percebeu que uma das razões que vão derrubar os republicanos nos EUA, inclusive o Bebê Alaranjado, é a oposição do partido ao Obamacare. Privatizar a saúde é suicídio político em qualquer país. No Brasil, onde a imensa maioria da população depende do SUS para tudo, é um hara-kiri. Como sempre acontece quando as redes sociais estrilam, Mijair voltou atrás e disse que não foi bem assim. Claro que foi. Ele e sua milícia vão continuar a foder com o Brasil. De preferência, na calada da noite, como foi dessa vez.

16 comentários:

  1. É impressionante o amadorismo desse governo. “Vamos jogar pra ver se cola”; se a internet grita, ele dá uma desculpa qualquer e revoga. Observem a constância com que essa situação acontece. Isso é projeto?

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  2. Eu achei que ninguém iria tirar da Dilma o posto de Presidente mais burra de todos os tempos, mas no Brasil o poço parece mesmo ser sem fundo.
    Agora é importante acrescentar: aposto que ninguém sequer leu o decreto da Anta. Se lesse, iria ver que não tem absolutamente nada de privatização de SUS. Eram estudos para parceria com setor privado na área da saúde, inclusive como já acontece com sucesso em alguns Estados(até mesmo governados pelo PT).
    E o "gado" esquerdista (porque "gado" não tem cor), já correu pra demonizar as "privatizações", numa estratégia igual à que o Bolsonaro usou pra capitalizar com o inexistente "kit gay".

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    1. Bruno 21:41
      Quem lê um cara desse falando coisas como essas não imagina que é um dos eleitores mais burro do mundo do Presidente mais burro do mundo.

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    2. Que bom que a mesma tática funcionou então

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    3. Bruno,

      Então tá tudo certo, correto? Funcionou em certos lugares, incluindo até nos governados pelo PT (O único partido político responsável por ter tornado o Brasil neste Inferno), oh céus!!!

      Sinto te informar, mas pela sua teoria, o Tony é gado da esquerda e Biroliro não é a anta que vc escreve, só para não ficar de mal com ninguem!!!

      Coragem, homem!!! Esse é um daqueles momentos que é necessário se manifestar, sem radicalismos, mas também sem titubear. Ou fala mal, ou anda junto, os dois não dá!!! 😉

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    4. A questão maior, na minha opinião, não é o conteúdo do decreto. Você não foi o único a ler. A questão é termos um governo que toma suas decisões baseado na repercussão da internet. Um governo que muda de opinião a cada 5 minutos. Um governo cuja palavra não vale nada, independentemente de concordarmos com ela ou não. Quase todo dia é um factóide novo. Isso causa insegurança social e jurídica, afasta investidores, prejudica muito o país. Gastamos energia demais com esse tipo de coisa. É um governo sem rumo, sem projeto. Bozo acorda dizendo uma coisa e depois do café da manhã já está voiciferando outra totalmente diferente. Até a hora de tomar o rivotril pra deitar, promete e em seguida faz a egípcia de uma maneira que só dá pra concluir que não bate bem. That’s all.

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    5. BRUNO 13;23
      Esses cara precisam de terapia PTPTPTPTPT...O Brasil tem 500 anos e foi resumido a PTPTPTPTPT. Se toca maluco, obsessão tem tratamento.
      G-

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  3. O SUS não pode ser privatizado. E isso não é uma opinião minha, é um fato, a não ser que você remova as barreiras constitucionais que privilegiam a autonomia da s autarquias federais, que são os hospitais públicos.

    Porém, esta não deixa de ser uma das demagogias mais safadas criadas pelos auto intitulados “Defensores do SUS”. Sempre que possível, estes atacam o “neoliberalismo” e se opõem contra a privatização do SUS, que sequer pode ser privatizado. E isto não reduz ainda a desonestidade midiática, tal qual a matéria desinformativa do Congresso em Foco.

    Bolsonaro lançou, dia 26, um decreto que, pautado no art. 84,caput, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e também no art. 4º da Lei nº 13.334, de 13 de setembro de 2016, e na Resolução nº 95, de 19 de novembro de 2019, do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, um programa de parcerias de investimentos, previstos pela constituição desde sua formação.

    A mesma constituição "cidadã" defendida pelos defensores do SUS. Mas não se surpreenda, pois logo a internet será povoada por “pessoas contra a privatização do SUS”. A demagogia de se informar por manchetes prevalecerá o escrito no decreto, mesmo que apenas seja um cumprimento constitucional.

    A íntegra do decreto é simples:

    D E C R E T A:
    Art. 1º Fica qualificada, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República - PPI, a política de fomento ao setor de atenção primária à saúde, para fins de elaboração de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
    Parágrafo único. Os estudos de que trata o caput terão a finalidade inicial de estruturação de projetos pilotos, cuja seleção será estabelecida em ato da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia.
    Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
    Brasília, 26 de outubro de 2020; 199º da Independência e 132º da República.

    Em momento algum existe uma defesa do fim dos hospitais públicos, pelo contrário, iguala o inspirador do SUS, o NHS britânico, que permite a participação privada na saúde pública para auxiliar na estruturação de unidades de saúde.

    Porém demagogicamente, a asa do estado é sempre um conforto para continuar acirrando um antagonismo entre o cidadão e o capital privado, afinal, criar inimigos externos da voto. E nisso, os defensores do SUS, são campeões, afinal, há mais de 30 anos fingem combater pessoas com desejos de privatizar o SUS que nunca existiram e seguem sem existir. Tudo pela demagogia da saúde pública.

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  4. É sempre assim quando o assunto é SUS: um lado se coloca como o defensor da humanidade e da bondade, chamando o outro de assassino, cruel, desumano, etc. Isso s e dá por que, de fato, um grupo é composto por seres humanos bem intencionados e bondosos, e o outro por assassinos que odeiam pobres? Lógico que não.

    Acontece que esse debate providenciou a plataforma perfeita para certas pessoas usarem de conversa moral para autopromoção e delimitar pertencimento ao grupo. Só isso. Ninguém quer debater nada. O slogan "Defenda o SUS" só serve para as pessoas mostrarem como elas são boas e sinalizar virtude aos outros membros do grupo. Debate sério não é construído com slogan e nem com acusações que o outro lado quer literalmente matar pessoas. Quem faz isso é desonesto e está usando do debate para se autopromover moralmente.

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    1. Anon 08:58
      Pera aí desonesto/honesto a essa altura dos acontecimentos. Respeite as Putas do Brasil.
      G-

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  5. Nessa polêmica sobre privatização do SUS uma coisa que me chama a atenção é como a esquerda insiste em periodicamente inventar fake news para atacar o governo B olsonaro sendo que não há a menor necessidade disso.

    Vejamos, junto a essa notícia sobre a suposta privatização do SUS saiu também uma que o governo estaria lançando uma ofensiva contra o aborto em casos previstos na lei, como em caso de estupro, anencefalia e risco de vida para a mãe. Este post não é uma defesa do aborto, até porque não é um tema fechado entre liberais em geral e os adms. Mas em casos já previstos em lei como estupro e risco de vida para a mãe acredito que a maioria das pessoas concorda ser válido, tanto que no caso da menina de 11 anos estuprada e grávida e que tentou fazer um aborto por causa do risco a sua saúde, quase todo mundo achou um absurdo a reação de grupos conservadores que protestou na frente da clínica e tentou impedir o aborto. Então acredito que podemos concordar que em casos de estupro e risco de vida para a mãe é válido a defesa do aborto, certo? Pois bem, acontece que tal medida do governo visa acabar com o aborto até nesses casos.

    Conferindo uma notícia que ouviu especialistas na área, para todos eles essa medida representa sim um risco para o aborto legal previtos em lei hoje em dia, está longe de ser uma fake de esquerda. Um trecho de uma matéria da Folha deixa isso bem claro:

    "Nalida Coelho Monte, coordenadora do núcleo de defesa e promoção dos direitos das mulheres​ da Defensoria Pública de São Paulo, diz que diretrizes como as editadas nesta terça não têm o poder de impedir o aborto legal, mas servem para "esvaziar" políticas públicas direcionadas à saúde reprodutiva.

    "Essa diretriz, assim como as portarias do Ministério da Saúde e sua substituta, servem para que o Executivo esvazie políticas públicas relacionadas à saúde reprodutiva das mulheres. Embora o governo não possa impedir o aborto legal, porque isso demandaria alteração legislativa, ele cria um ambiente de desinformação e aparente insegurança jurídica, que tem efeitos práticos porque dificulta ainda mais o acesso de mulheres aos serviços de aborto legal", afirma."

    https://www.google.com/…/em-ofensiva-contra-aborto-governo-…

    Aí eu pergunto, com uma merda real dessas pra que inventar que o governo quer privatizar o SUS? O governo Bolsonaro simplesmente não precisa de Fake news para ser atacado, ele próprio já faz cagadas verdadeiras o suficiente que merecem críticas todos os dias. Não precisa inventar, o governo se auto sabota o tempo inteiro. Estamos falando de um cara ruim em todos os níveis que se pode imaginar, seja no meio ambiente com a pior política ambiental da história, seja no âmbito democrático por atentar contra a democracia quase sempre, seja na liberdade individual ao atentar contra o estado laico, seja na saúde pública ao atrapalhar as medidas de isolamento social e se negar a comprar uma vacina, etc... Estamos falando de um sujeito que certa vez em uma entrevista a Luciana Gimenez ao ser questionado sobre a diferença de salários entre homens e mulheres conseguiu responder relativamente bem a pergunta em um primeiro momento dizendo que no setor público isso não existia mas que é complicado intervir no setor privado sobre isso porque o dono da empresa paga o quanto quiser, até aí tudo bem mas ao ser perguntado se ele empregaria com o mesmo salário ele disse que não, uma completa mula imbecil se auto sabotando.

    Enfim, Bozo não precisa de fake para ser atacado, ele já é o pior presidente desde a redemocratização e já tem motivos de sobra para isso com argumentos verdadeiros

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  6. Não, o SUS não vai ser privatizado. Pelo menos não com a nossa atual constituição - a Constituição Cidadã de 1988 - que prevê o acesso público, gratuito e unive rsal à saúde.

    Segundo matéria da própria UOL (até onde eu vi, o primeiro veículo a noticiar essa fake news de privatização do SUS):
    "O decreto de apenas dois artigos prevê a elaboração de estudos "de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de unidades básicas de saúde (UBS)".

    Ora, o decreto SEQUER vem no intuito de privatizar UBSs na canetada, mas sim, de iniciar ESTUDOS com a finalidade de iniciar PPPs (parcerias público-privadas) nas UBSs. O intuito, segundo o governo, seria o de sanar o problema das milhares de UBSs inacabadas ou desativadas espalhadas pelo país.

    Sobre a parceria entre empresas públicas e privadas, é preciso que duas coisas fiquem muito claras:
    1) Esse é um recurso amplamente utilizado no mundo inteiro. Alemanha e Reino Unido, por exemplo, dois dos melhores sistemas de saúde do mundo, utilizam a iniciativa privada em seus sistemas de saúde. Na Alemanha é muito comum que o governo construa os hospitais e a iniciativa privada faça a gestão, muito parecido com o que o governo pretende fazer aqui.
    2) Aqui mesmo no Brasil, O PRÓPRIO SUS utiliza um sistema de PPPs. Nas UPAs, por exemplo, a gestão é feita muitas vezes através de entidades privadas, escolhidas através de concessão.
    3) E, mais importante: abrir a gestão das UBSs à iniciativa privada NÃO SIGNIFICA que o serviço deixaria de ser público, gratuito e universal. O serviço pode muito bem ser gerido pela iniciativa privada e ainda assim ter seu acesso garantido à toda a população de maneira gratuita, assim como funciona com as UPAs hoje.

    Terceirizar a gestão do serviço de saúde à iniciativa privada pode ter seus problemas, assim como manter o serviço 100% estatal também tem. E não tem problema algum expor esses problemas e iniciar um debate honesto sobre o assunto. O problema é espalhar fake news e alardear que "vão privatizar o SUS!!!" através de manchetes sensacionalistas, coisa que não é verdade.

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  7. Vocês já devem saber que esses boatos de privatização/fim de programa social nascem da base dos partidos de esquerda e dos portais com linha editorial de esquerda, né? Sim, pra quem tem dúvida, eu estou dizendo que os partidos e jornais de esquerda propagam deliberadamente fake news e desinformação. Acontece todo ano repetidamente, principalmente em ano de eleição presidencial.

    Mas apesar de se colocar como os patronos da política social brasileira, a verdade é que apenas uma pequena parcela dos programas sociais que existem no país, aqueles que resolveram ou que estão resolvendo problemas graves da nossa sociedade, nasceram do trabalhismo ou do socialismo. A constituição social democrata de 1988 não nasceu da esquerda(e ate certa medida enfrentou oposição da esquerda), O próprio SUS não nasceu na esquerda, o plano real não nasceu da esquerda (e enfrentou oposição de toda a esquerda), o FUNDEB não nasceu da esquerda, a lei dos genéricos não nasceu na esquerda. Poucas políticas públicas úteis nasceram da esquerda.

    Mas sabe-se lá porque, a mesma esquerda se coloca num pedestal de monopolizar a "sensibilidade social", de achar que só ela é sensível à assuntos como pobreza, miséria e desigualdade, de achar que a todo momento, todo e qualquer governo/político/partido não alinhado a ela, atenderá aos interesses privados da elite da vez e irá pôr fim a direitos adquiridos e às autarquias federais que conforme a mesma constituição liderada por partidos de centro e direita, são independentes do poder executivo e não podem ser privatizadas.

    Se a nossa esquerda realmente parasse para entender o mundo em 2020, ela veria que o que diz sobre esse tal neoliberalismo simplesmente não corresponde à realidade, afinal nem mesmo Thatcher privatizou o NHS. Ela veria que não existe L-I-T-E-R-A-L-M-E-N-T-E nenhum governo defendendo algo semelhante no planeta, que essa coisa que ela chama de liberalismo econômico não se opõe aos direitos sociais. Ela veria que PPP's são comuns e ajudam a baratear e melhorar serviços públicos quando feitas adequadamente. Ela veria que, na verdade, poucos prefeitos fizeram mais PPP's que o Fernando Haddad.

    Essa sina iliberal da esquerda é a mesma da Igreja com o inferno. Ela precisa ensinar que o mal existe, pra tornar a fé na sua narrativa mais poderosa e convincente. É literalmente como ganhar votos disseminando o medo. Em muitos casos, os políticos sabem que o boato é pura groselha, mas mesmo assim fazem vistas grossas porque sabem que isso os fortalece eleitoralmente.

    As vezes a gente se sente naquele filme que é quase uma distopia medieval "O nome da rosa", é como se estivesse a todo momento tentando alertar os progressistas, alguns no topo do funcionalismo, de que eles estão lutando contra um espantalho. É surpreendente como um decreto mal escrito (COMO PRATICAMENTE TUDO QUE VEM DESSE GOVERNO), abre margem pra tanta bobagem ser dita.

    Mas apesar do rage, ficamos tristes com esses boatos de privatização do SUS. Eles escancaram que sonho da página de ver uma esquerda com o lema 'tecnocratas pela igualdade' é literalmente um sonho muito distante.

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  8. Ao cara do textão: amado, aqui é Brasil e deste governo se espera tudo. Até a destruição das garantias constitucionais. Tentativas não faltam.

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  9. Se o decreto é maravilhoso e a esquerda-comunista-má distorceu tudo com fake news, por que o governo recuou? Quem tem segurança no que está fazendo vai, explica melhor, combate a suposta desinformação, ou mesmo liga o foda-se e passa a boiada sem se importar com nada (como esse governo já fez e faz tantas vezes). Quem retira proposta porque “tão reclamando muito no twitter” não me parece ter grandes convicções sobre o que está propondo. Gente assim não tem condições de administrar nem condomínio.

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