quarta-feira, 28 de outubro de 2020

ESSES GERMÂNICOS SÃO UNS NEURÓTICOS

Aqui em casa somos fascinados pelo Império Romano. Por isto, quando saiu uma série alemã na Netflix falando da relação entre Roma e os povos germânicos do ponto de vista desses últimos, nós paramos todas as 37 outras que estamos vendo ao mesmo tempo e focamos nela. Só que "Bárbaros" deixa muito a desejar. O roteiro parte de um clichê melodramático que deve ser mais velho do que o Coliseu: dois garotos que amam a mesma menina se tornam rivais quando adultos. Aqui, um deles é um príncipe da tribo dos queruscos, entregue como refém a um general romano. Quando ele reencontra seu povo de origem, sua lealdade balança. Aliás, que boa ideia, mandar justamente para a fronteira germânica um cara que nasceu do outro lado, como se o Império Romano não tivesse zilhões de outras. "Bãrbaros"  conta com poucas locações - basicamente, uma aldeia que lembra a do Asterix e um acampamento romano que parece Babaorum. Quando finalmente eclode a histórica batalha da Floresta de Teutoburgo, os bárbaros usam maquiagens um pouco contemporâneas demais, obviamente criadas por um diretor de arte. Tirando o fato dos romanos falarem latim, não tenho o que elogiar.

2 comentários:

  1. Pula isso e comenta logo sobre Babylon Berlin se/quando tiver visto.

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  2. Eu hein, que mundo louco, Tony com umas preferências que parece de hétero...

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