quinta-feira, 22 de outubro de 2020

A MULHER ESQUECÍVEL

A "Rebecca" de Hitchcock não era um filme de época. A trama se passava em 1940, o ano em que o filme foi lançado. Não entendo por que insistem em refazê-lo do mesmo jeito, só trocando o preto-e-branco original pelas cores. Houve uma minissérie da TV britânica em 1997, hoje lindamente esquecida. E agora há a versão da Netflix, com a protagonista anônima - só a conhecemos como Mrs. De Winter - um pouco mais pró-ativa, ao gosto dos dias que correm. Bobagem: ela precisa ser uma mosca morta para a história fazer sentido. Lily James tem até sal demais para o papel, e de pouco adiantam os esforços em mostrá-la mal-ajambrada. O bonitão Armie Hammer tampouco é Laurence Olivier, e minha adorada Kristen Scott Thomas faz o que pode como a governanta má, reduzida a pouco mais do que uma caricatura. Mas os cenários são deslumbrantes, e o resultado pode agradar à turma que está mergulhando em "Emly in Paris" para fugir da realidade. Eu preferia uma "Rebecca" contemporânea, talvez com um casal gay. Dessa ninguém ia esquecer.

6 comentários:

  1. Estou revendo os Hitchcocks da minha coleção de dvds (sim, sou um dinossauro), revi Rebecca recentemente, ainda está fresco na memória, que medo de arriscar ver esse daí!

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  2. Eu prefiro A Sucessora, a explicação final do marido me pareceu extremamente complicada e inverossímil em Rebecca.
    Mas transpor para dias atuais seria estranho, ninguém mais tem quadros de si mesmo na parede, imagina de ex...
    É refilmar Hitch é chutar o escuro.

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  3. Utilidade pública Rebeca de Hitchcock está no YouTube

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  4. Mas já se cogitava que a governanta pegava ela ( Rebecca)

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  5. Tony tem o The Celluloid Closet que levanta essa bola!

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  6. O final é meio boboca!

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