sábado, 26 de setembro de 2020

RIFIFI NA TRUMPLÂNDIA

Nesta semana que passou, a Folha publicou uma matéria sobre a Virgínia Ocidental, o mais pobre e atrasado dos 50 estados americanos. Predominantemente branco, rural e bem pouco educado. Não por acaso, também um reduto trumpista. Fiquei assustado: deve ser mesmo horrível viver num lugar em que as pessoas se jactam da própria ignorância e preferem resolver qualer rusguinha a bala. Quis o universo que, apenas alguns dias depois, eu visse na Netflix "O Diabo de Cada Dia", que se passa entre a Virgínia Ocidental e o vizinho Ohio. O filme é dirgido por Antonio Campos - filho do Lucas Mendes, do "Manhattan Connection". É uma adaptação de um livro denso, com elenco de primeira linha. Também é de uma violencia absurda. Convém não se apegar muito a nenhum personagem, pois o índice de mortalidade é mais alto do que o de um episódio de "Game of Thrones". Não vou entrar em maiores detalhes, porque eu tive o prazer de ir descobrindo a trama aos poucos, sem saber muito sobre ela, e quero que o leitor também tenha. A trama  pesa um pouco a mão, ao concentrar tanta gente louca em poucos quilômetros quadrados. Mas a experiência é intensa, e a conclusão é cruel. Quando perversões sexuais e fanatismo religioso se entrelaçam, o sangue é inevitável. Ainda bem que estamos muito, muito longe da Virgínia Ocidental.

35 comentários:

  1. Logo ao lado, na vizinha Virgínia...

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  2. O roteiro desse filme poderia ter sido escrito pela Flordelis pelo nível dos absurdos cometidos pela religião.

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  3. Virgínia Ocidental, até bem pouco tempo, era um estado dominado por democratas. Aliás, dos dois estados predominantes rurais que os democratas têm senadores, um deles tem assento representando a Virgínia Ocidental. Por décadas os eleitores da Virgínia elegeram dois democratas para o Senado, isso só mudou em 2014, quando depois de quase 6 décadas, uma republicana foi eleita para o Senado de lá. Acontece que o estado vem passando por profundas mudanças, com forte redução de sua economia, muito baseada na poluente indústria do carvão, e um aumento exponencial da pobreza, dois dos principais fatores que polarizaram em níveis altíssimos os brancos do estado. E quanto mais polarizado for um eleitorado branco de um determinado estado, mais ele tende a votar nos republicanos. Se hoje a Virgínia vai se fechando para os democratas, até pouquíssimo tempo era um estado rural que o partido a nível estadual controlava praticamente tudo.

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  4. Poxa, nem para colocar o link para a matéria da Folha. Tive que ficar procurando no site e quase não achei.

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  5. a pobreza estadunidense assusta e fascina

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  6. O Mio Babbino Caro
    Não tão distante do Brasil atual!

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  7. Olha a narrativa mal construída aí, gente...

    Tony, saia do seu prédio e dê uma volta nos quarteirões ao redor daí, você verá coisa muito pior. A bem da verdade, talvez nem precise sair do edifício.

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    1. Ah, sim, porque eu moro num treme-treme na Cracolândia.

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    2. KKKK... Rindo até a queda do biroliro...

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    3. 🤣🤣🤣🤣🤣 Rindo alto aqui!

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  8. Acabei de assistir. Fui sem saber nada do enredo além do pouco que você colocou aqui. Gostei.

    O filme é consistente, a narrativa é firme, enxuta e bem amarrada. Bill Skarsgård excelente, Harry Melling dando show, e que surpresa me bater com o Robert Pattinson - ainda levei algum tempinho me perguntando se era ele mesmo. Aliás, sou só eu ou há algo sutil de Elvis no personagem?

    De alguma maneira o roteiro dos irmãos Campos consegue administrar bem o excesso de mortes. Minha única ressalva é que os personagens talvez recebam uma abordagem mais superficial do que eu gostaria. Mas pode ser essa a intenção - afinal, nas palavrar do xerife, “Some people are born just so they can be buried”. Não é uma obra-prima, mas é excelente cinema (ainda dá pra chamar de cinema?), bem acima da média.

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  9. Tony Eu conheço a outra Virgínia casa de vários diplomatas e políticos com uma universidade bem conceituada que formou muita gente importante. Eu percebi o grau de pobreza estado-unidense a primeira vez que fui pra NY até antes de 9/11 e assustou, é alta ignorância e preconceito você achar que o povo do sul é mais burro, mal educado e pobre. É como culpar o pobre que vai igreja pelo bolsonarismo e não a rede globo, a lava jato, e a elite da rapina (oi dívida pública tudo bem? Eu te pago todo dia pra “banqueiro” dar festa com 100 prostitutas) e sobre a violência um amigo que mora em NY publicou uma mensagem que recebeu no celular ano passado ‘tiroteio em escola, não passe na rua X’ essa é a vida na glamurosa NY.

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  10. O diretor Antonio Campus. Ele não tem nem 40 anos e fez alguns filmes impressionantes ao longo dos anos, notavelmente Afterschool (2008), Simon Killer (2012) e o melhor Christine (2016) com uma atuação impressionante de Rebecca Hall.

    Eram todos filmes de pequena escala muito controlados, dirigidos em estilos bastante minimalistas que se adequavam bem aos seus temas.

    Com The Devil All the Time, da Netflix ele se perdeu. Não li o romance em que se baseia, mas The Devil All the Time carecia de qualquer sutileza dos filmes anteriores de Campus. É como um caso em que você dá a uma criança muitos doces e depois come e tudo e fica doente. The Devil All the Time nunca teria recebido luz verde de um estúdio, mesmo na década de 1960 a 1980, quando eles estavam fazendo coisas desafiadoras. A violência também parecia estar lá apenas por causa disso e realmente só costumava despachar quase todos os personagens quando a história não tinha mais uso para eles.

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  11. Eles teriam que ser idiotas para não deixar a Holland fazer uma cena de nudez. Ele está querendo fazer um desde que começou como Homem-Aranha, e isso poderia lhe dar a oportunidade. E ter seu filme incluindo uma cena de nudez de Tom Holland, que é um dos atuais garotos gostosos, faria com que seu filme ficasse em primeiro lugar no ranking da Netflix por meses.

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  12. Eu preciso muito ver Bill Skarsgård transando com Tom Holland enquanto Rob Pattinson assiste. Quando Hollywood finalmente dará ao público o que ele quer?

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  13. Hollywood adora ver atores britânicos com sotaque sulista.

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  14. O CGI das aranhas era muito ruim.

    Achei tudo muito enfadonho, o que, dado o conteúdo, é bastante decepcionante.

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  15. Não sei por que eles não tinham nenhum ator americano. Eles fizeram a mesma coisa com o Cavaleiro das Trevas.

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  16. Que desperdício ter um elenco tão quente e literalmente nenhum deles ficar nu.

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  17. Eu desisti no meio do caminho. Era apenas uma grande mistura de bagunça gótica do sul. Eu não tinha ideia de por que os personagens se comportavam tão loucamente - eles simplesmente faziam, sem motivo.

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  18. É um elenco estranho e estranho.

    Não li o romance ainda, mas por algum motivo achei que era muito americano e curiosamente não tem um único ator americano como personagem principal.

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  19. Foi um pastiche de estereótipos Apalaches ​​com acentos inconsistentes com alguns dos atores deslizando vogais para sua voz nativa. Eu estava esperando alguém tocar banjo. Dependia muito da violência de choque e do fator sangue. Deveria ter sido um filme melhor, pois tem boa cinematografia e elenco.

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  20. É absolutamente horrível. Tive que desligá-lo após 30 minutos. Violência sem fim e sofrimento envolvendo deploráveis ​​pobres. E eles atiraram na porra de um cachorro - idiotas.

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  21. Todos os papéis serem pequenos, parecia que havia essa natureza rotativa que depois de um certo tempo um novo ator seria substituído por um tempo como um suplente em uma equipe esportiva. Ninguém parecia ter o tempo que merecia na tela para realmente fazer um personagem totalmente, apenas insinuado.

    Não posso deixar de me perguntar se há realmente um filme realmente bom no chão da sala de edição. Talvez isso precisasse de um tratamento de um seriado de episódios múltiplos, ou que deveria ter sido como o Irlandês e permitido durar mais de três horas? Está em streaming, então não teria sido um problema deixá-lo rodar por mais tempo. Eu também mencionei antes que a narração em voz off parecia estar lá para corrigir alguns dos problemas da produção cinematográfica falha, mas como sempre seria melhor nos mostrar e não nos dizer.

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  22. É como "Quantos atores enrustidos podemos colocar em um filme?"

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  23. Aventuras malucas de um bando de brancos rurais retardados​​... Vou passar.

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  24. Quantos atores medíocres podemos colocar em um filme.

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  25. Tom Holland e Seb Stan precisam de uma pausa.

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  26. É interessante que Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas de Tim Burton) esteja no filme. Não a vemos mais em nenhuma TV ou filme popular.

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  27. Tom Holland é realmente um jovem lindo. Fico feliz que ele seja de tamanho normal (5'8") para que possa ter uma carreira decente - muitos atores do sexo masculino que começam na infância ou adolescência são extremamente baixos na idade adulta.

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  28. resposta 26
    08/14/2020

    O filme inteiro deveria ser apenas Bill Skasgard, Sebastian Stan, Jason Clarke e Tom Holland sendo espancados. Tudo o mais é secundário.

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  29. Não gostei disso e parece muito cínico. Pattison foi horrível ou o personagem era tão nojento que nenhuma quantidade de atuação poderia convencê-lo a gastar um minuto com a performance?

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  30. Em suma, parecia que havia muito potencial com o elenco e com o cenário e a cinematografia incríveis. Mas estou realmente perdido em qual foi o objetivo disso?

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