quarta-feira, 2 de setembro de 2020

QU'EST-CE TRISTE VENISE

Assisti à cerimônia de abertura do Festival de Veneza pelo YouTube, o primeiro grande evento presencial desde o começo da pandemia. Por um lado, que alívio. Não estamos mais condenados a uma eternidade de festivais online e peças de teatro pelo Zoom. Tinha gente no tapete vermelho, gente na plateia, gente no palco e duas estrelas absolutas: Cate Blanchett, a presidente do júri, e Tilda Swinton, que recebeu um Leão de Ouro pelo conjunto da obra. Ambas desembarcaram no Palazzo del Cinema devidamente mascaradas, conscientes que são. Mas, enquanto a máscara da Cate parecia dessas que se compram no sinal, a da Tilda era um objet d'art, que deve assustar o coronavírus ao invés de apenas barrá-lo. As duas divindades ganharam montagens dos melhores momentos das respectivas carreiras,  me deixando na dúvida de qual delas eu gosto mais (mentira, sempre foi da Tilda). Mas a cerimônia também teve algo de melancólico, com muitas poltronas vazias por causa do distanciamento social e todo mundo fazendo força para não se esbarrar e trocar perdigotos. Que bom que estamos vivos, mas que triste fazer festa assim.

11 comentários:

  1. Essa é a questão da retomada da vida mundana nesses termos... Não quero!!! Rsrsrs

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  2. Gente, não acredito e nem quero em novo normal após pandemia. Com certeza, haverá impactos em todos por muito tempo. Contudo, a verdade é que estamos cansados, exaustos dessa situação. Podem apostar que as pessoas não vão usar máscaras "normalmente" como em outras culturas. Claro, sempre existem (e continuarão existindo) os paranóicos. Vamos torcer para que esse tormento vá logo.

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    1. Acredito que o uso das máscaras se dará por força de lei e cobrança mesmo. Por exemplo, no meu trabalho estávamos em home office desde meados de março e voltamos ao presencial agora em setembro. Ai de quem não usar máscara. E na minha cidade não vejo essa bagunça que aparece na TV de gente na rua sem máscara não, francamente aqui nunca vi ninguém. Nas lojas não deixam nem entrar. No meu prédio se você entra no elevador e esqueceu a máscara, o porteiro olha pela câmera e pede que você sequer desça do elevador e retorne a seu apartamento para colocar a máscara. Em caso de reincidência, multa. E pelo menos por enquanto não encontro o mínimo espaço para relaxamento, ao menos nos ambientes que frequento - a cobrança e a pressão pelo uso são enormes, e você fica mal visto se perceberem que está tentando dar uma driblada.

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    2. 👏🏾👏🏾👏🏾 Qual cidade brasileira é essa?

      Mas imagino que Tintim tenha comentado sobre as primeiras levas da vacina, já fazendo planos rsrs, pq é óbvio que não teremos 211 milhões de vacinados em 2021. Seremos obrigados a continuar com as máscaras e o álcool em gel?

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    3. De forma nenhuma sou contra o uso da máscara. Mas, cá entre nós, usar isso é um porre. Não sei de qual cidade você fala no Brasil. Temos de levar em conta a complexidade de nossa sociedade. Aqui, por exemplo, no Rio, em Duque de Caxias, no meu bairro, as pessoas nas ruas, em ambientes menos formais, não usam máscara. Não quero crer que tenhamos de usá-la obrigatoriamente a longo prazo. Todo mundo vai relaxar...e, francamente, devemos fazer isso mesmo, isto é, a médio e longo prazos.

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  3. Gosto das duas mas a Tilda é a minha preferida tbm.

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  4. O Mio Babbino Caro
    É só esperar acabar a pandemia e tudo será com antes.

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  5. Esta doença vai ser como a AIDS, não vai desaparecer totalmente, mas temos que continuar vivendo apesar dela.

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    1. 07:13 Não acho. Ao contrário da AIDS, essa doença tem como grupo de risco homens acima dos 50-60 anos. Esses, por sua vez, são (ainda) o principal grupo que compõem a elite política, econômica e intelectual do mundo como um todo. Logo, como já estamos vendo, todos os esforços serão feitos para sslvar essa elite dessa doença.

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    2. A merda é que a Aids você só precisa botar camisinha na hora de transar, e a covid você tem que passar o dia com essa máscara quente e irritante o dia inteiro. Inferno.

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  6. Esse anônimo 11:30 já esteve por aqui com esse mesmo discurso, e continuamos sem saber de onde ele tirou essa estatística tão específica.

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