terça-feira, 15 de setembro de 2020

ONOMATOPOP

Quase quatro anos atrás, eu me surpreendi ao descobrir que o Yello ainda existia. A dupla suíça foi uma das minhas bandas favoritas dos anos 80 e deixou na história da música pop pelo menos um grande hit, "Oh Yeah". Mas depois eles sumiram, chegando a ficar quase 10 anos sem gravar. Voltaram em grande estilo com o álbum "Toy", fizeram os primeiros shows ao vivo da carreira e agora lançam mais um trabalho. "Point" soa exatamente como o Yello dos velhos tempos, mas não tem nada de nostálgico. É mais moderno do que todo o pop meloso atual. Também é um exercício dadaísta, com letras cheias de onomatopeias que parecem inventadas por um computador aprendendo a falar. Mas não falta o habitual momento etéreo: a última faixa, "Siren Song", tem vocais da chinesa Fifi Rong e poderia estar na trilha sonora de "Mulan", se a Disney quisesse ser transada.

4 comentários:

  1. O Mio Babbolino Caro
    Oh Right!

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  2. Que negócio horroroso! Lixo bem produzido continua sendo lixo. Mal posso acreditar que alguém tem coragem de gravar balbucios repetitivos sobre uma batida genérica e lançar com status de música de vanguarda. Não fica nada a dever ao que se produz por aqui: "tchu-tchu-tchá", "tchererê-tchê-tchê", "bará-berê" e afins.

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  3. Quando eu soube que um evento da VW há alguns anos ia contar com uma apresentação deles eu tive a mesma reação: quantas caixas de cerveja será que custou o cachê?
    Mas dadaísmo por dadaísmo, pelo menos vamos na fonte em Zurique. Não é que eu tenha achado ruim, mas é um pouco familiar demais, especialmente pra qualquer um que viu "Curtindo a vida adoidado" 500 mil vezes e a sequência de créditos finais ao som de "Oh yeah".

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    1. A VW pelo visto curte um synthpop 80’s, né? Em 2013 os Pet Shop Boys foram contratados pro Groupnight da empresa em Frankfurt, levaram parte da turnê Electric, da época. Deve ter custado um pouquinho mais que algumas caixas de cerveja.

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