terça-feira, 8 de setembro de 2020

O COZINHEIRO ASIÁTICO

Uma das coisas mais irritantes para um senior citizen como eu é essa molecada que se acha dona da verdade e ignora tudo o que aconteceu antes de anteontem, quando eles nasceram. Na bolha LGBT+, não faltam imbecis que não entendem, por exemplo, a importância de Ney Matogrosso, ou que nem toda drag queen é transexual. Na esquerda jovem, agora a moda é defender o soviético Josef Stalin, que disputa com Adolf Hitler o título de pior ditador do século 20. Os crimes de Stalin foram denunciados há mais de 60 anos por seu sucessor Nikita Khruschev e, desde então, muitos comunistas tentam se distanciar de sua herança tóxica. Mas no Brasil ainda tem quem acredite que a URSS sob o "cozinheiro asiático", apelido dado por Lênin, era a terra do leite e mel. Quando toda a oposição deveria estar unida, vem babaca dar munição para a arminha que os minions tem nas mãos. Em pleno 2020, quem tenta reabilitar Stálin merece ir pro gulag.

25 comentários:

  1. ai esses jovens... tanta pretensão pra tão pouco talento...

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  2. Stalin faz parte do Dream Team de maiores filhos da puta da história, ao lado de Mao, Hitler, Pol Pot. Vale lembrar que a múmia comunista chamada Oscar Niemeyer, se referia a Stalin como "nosso paizinho ".

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  3. Só não entendi o contexto do recado. Quando alguns LGBTetc resolveram defender Stálin? Acho que perdi algum post do Facebook. Perdoe-me, oh grande guru dos Senior Citizens!

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    1. Eu também perdi esse episódio da internet e até que não estou sentindo falta. Bastou o Stalin morrer pra começarem a varrer o culto de personalidade dele e "desestalinizar" a URSS.

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    2. Ele deve ter visto um único jovem de esquerda defender Stálin e generalizou para toda a esquerda jovem. Eu conheço vários jovens de esquerda e só vi esse suposto apoio a Stálin neste momento, neste texto. O post reclama de falta de união, mas joga fogo na união com essas generalizações inconsistentes.

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  4. Falando em “molecada que se acha dona da verdade e ignora tudo o que aconteceu antes de anteontem“, você viu o papelão do Erick Witzel, filho trans do Whitney, devidamente alojado num cargo em comissão na prefeitura do Crivella, em entrevista recente? O menino se acha um intocável e acha que a imprensa é que tem que paparicá-lo. Esquece que, mesmo que tenha entrado apenas pelo sobrenome, sem fazer concurso, ele está ali como funcionário público, e tem obrigação de responder às perguntas da imprensa, mesmo que não goste delas. Mas com certeza o Erick fica indignado com o Bozo se esquivando das perguntas que não gosta. Politização seletiva? O pior foi o chefe dele (ele trabalha numa coordenadoria de diversidade sexual) dizendo que teve que desierarquizar o ambiente de trabalho ou os millennials iriam embora pois eles não aceitam receber ordens e estão pouco se lixando pra quem lutou antes deles para que hoje eles pudessem fazer redesignação com dinheiro público pelo SUS. O país com não sei quantos milhões de desempregados e o cara adulando as bibas, sapas, trans & cia pra que elas façam o favor de ser pagas pra passar o dia fazendo proselitismo infantilóide, e com um salário que eles jamais ganhariam na iniciativa privada, pois não têm qualquer preparo. Sugiro que leiam a entrevista. Odeio o Crivella, mas eu sendo ele revisaria a tal coordenadoria. Tá muito errado.

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    1. Tentei achar entrevista no google, sem sucesso. Caso possa, manda o link ou informa aonde leu. Grato

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    2. https://www.google.com.br/amp/s/noticias.uol.com.br/colunas/paulo-sampaio/2020/09/06/na-pasta-lgbt-de-crivella-filho-trans-de-witzel-diz-que-mal-ve-o-prefeito.amp.htm

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    3. “Como se estivesse falando de uma horda de gênios arredios, Georgini (o Coordenador) avisa que é melhor não provocar os funcionários millennials. "Eu tive que 'desierarquizar' a coordenadoria, porque senão eles iriam embora!! Você pensa que eles ficam? Não ficam! E quem faria o trabalho deles? Não existe mais a noção de chefia como a de antigamente, esquece isso! O Erick e a geração dele não estão interessados em saber o quanto você sofreu para ele estar aqui! Os millennials querem chegar no cartório e casar. E nenhum deles encara isso como privilégio."

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    4. Bichas (& sapas & afins) burras, que acham cool desconhecer a história, nasceram ouvindo que são especiais e acreditaram. Vamos ver se vão ter culhão quando o Bozo formar o STF de maioria de direita dele e todas as nossas conquistas, que foram judiciais e nunca legislativas, começarem a ser revistas.

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  5. O Mio Babbino Caro
    Não bastasse os monstros da atualidades temos que lidar com os seres catatumbais ressuscitados.

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  6. Vc esta equivocado. Jones Manuel, claramente citado ai é de quem sou seguidor e aprendiz, apresentou o Domenico Losugo ao Caetano. É foi a partir deste autor que Caetano largou muito do que considerava do liberalismo. Aliás, nem Caetano e nem Jones Manoel trouxeram o Stalin pro debate, mas sim um monte de liberal que ficou incomodado e saiu do armário. Jones Manoel incomodou pq tocou numa ferida que o liberal gosta: as bases capitalistas são coloniais e escravocratas. Simples assim.

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    1. Uma coisa que me dá desprezo e tristeza é ver gente como o Caetano Veloso, que foi vítima da tortura na ditadura por se expressar livremente, citar e elogiar o Jones Manoel, um cara que defende Stalin, líder de um governo que prendeu e matou pessoas por também se expressarem livremente, e já declarou abertamente sua vontade de mandar quem pensa diferente para campos de trabalho forçado. Não há diferença disso para quem defende o Pinochet.

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    2. No podcast Rebobinando, esse arrombado do Jones Manoel, vulgo Stalinho do Nordeste, defende o governo Maduro na Venezuela.
      Na época dos protestos ano passado, ele falou que o governo estava correto em passar com blindado em cima da população.
      Pois os que protestaram contra o governo, eram os apoiadores do EUA.

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    3. Jones Manuel se esconde através de um revisionismo histórico imbecil onde as ditaduras de esquerda são boas e literalmente é bacana matar quem vai de encontro a suas idéias.

      Por que o nível de desonestidade desse maluco chegou a níveis impensáveis. Você agora não pode silenciá-lo quando ele propaga que matar inimigos de uma revolução do proletariado é justo por que ele é do movimento negro. Sim! Acredite! Ele e seus puxa-sacos usam esse papo de silenciar um negro e aí, além de se mostrar belicoso quando sugere a morte dos que pensam diferente, ao mesmo tempo também usa descaradamente um movimento legítimo que luta por igualdade para sustentar suas ideias retrógradas.

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    4. Pra turminha do Jones a vitória é malhar alguém na internet ou chegar em alguma marca de número de seguidores. Não importa o fato de que a corrente de pensamento deles tem representatividade nula nos poderes. É a velha esquerda radical de bolha acadêmica agora nas redes sociais, ainda achando que o mundo real é parecido com o que eles vivem. Antes fosse mais um inútil, mas infelizmente acaba alimentando o extremo do outro lado. O certo é deixar falando sozinho, preservando a irrelevância

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    5. Sim, o cara que vive defender a Coréia do Norte, relativizar Stalin, defender o fim da liberdade de expressão é um intelectual influente. O mínimo que se deve fazer é expor o absurdo do conteúdo desse pessoal.

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    6. Jones Manoel, uma espécie de Nando Moura da esquerda.

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  7. A esquerda está """redescobrindo""" o stalinismo, sob o revisionismo torto de DOMENICO LOSURDO? Por que não estou surpreso?

    Defu falou.

    Defu avisou.

    Só se deixa levar pela esquerda quem não conhece as pretensões totalitárias dessa malta.

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  8. O planeta Terra tem mais de 8 milhões de espécies diferentes, mas apenas uma delas mata por divergência de opinião. Tubarões devoram, serpentes picam e elefantes pisoteiam, mas só o homo sapiens extermina quem pensa diferente dele. Devido à sua natureza selvagem, a história humana tem uma grande coleção de sociopatas, mas poucos são iguais a Josef Stálin, o sucessor de Vladimir Lênin no comando da União Soviética. Ao contrário de Torquemada, Calígula ou Vlad Tepes, o Empalador, Josef Stálin tem fãs.

    Stálin ficou no poder de 1924 a 1953. Nesse período, calcula-se que ele tenha sido responsável pela morte de 20 milhões de pessoas nos gulags (campos de trabalho forçado) e nas transferências populacionais em massa. Essa estimativa é do historiador britânico Simon Sebag Montefiore. E é conservadora. Alguns falam em 60 milhões de cadáveres, mas vamos ficar nos 20 milhões, que é uma Minas Gerais inteira, da Bahia ao Rio de Janeiro. Entre 1936 e 1939, no chamado Grande Expurgo, a taxa de execução era de 1000 pessoas por dia. Nem Robespierre foi tão eficiente.

    Os fãs argumentam que Stálin salvou a Europa de Adolf Hitler. De fato, foram os soviéticos que tomaram Berlim, ao contrário do que mostram os filmes de Hollywood. Mas também foi Stálin quem possibilitou a consolidação do poder nazista com o vergonhoso pacto Molotov-Ribbentrop, que entregou a Polônia para a Alemanha. Três milhões de judeus foram assassinados nos campos de concentração montados no país. Dois milhões de poloneses não judeus foram mortos em batalha.

    O interessante é que Josef Stálin não era um ogro. Ele era um intelectual bem preparado e sabia muito bem o que estava fazendo. Ele foi editor do “Pravda” e o grande estruturador do Partido Comunista. Leon Trótski o acusou de ter trocado a revolução pelo “culto à personalidade” e pela hegemonia da burocracia como nova classe dirigente da União Soviética. Stálin não gostou e mandou assassinar Trótski.

    O ditador tinha especial desprezo por quem pensava. Raciocinar leva à discordância, e nenhum tirano tolera isso. Calcula-se que 2 mil escritores, cientistas e artistas tenham sido executados nos anos 30. Daniil Kharms, um mestre do humor absurdo, foi internado como louco e morreu de fome. Isaac Bábel, contista estimado por Rubem Fonseca, foi preso e fuzilado. Alexander Soljenítsin foi condenado a trabalhos forçados na Sibéria. O satirista Mikhail Bulgákov conseguiu escapar com vida, mas seus trabalhos só foram publicados nos anos 1960. Na sua megalomania, o comissário chegou a fechar o departamento de meteorologia soviético porque as previsões não favoreciam seus planos para a agricultura.

    Os crimes de Josef Stálin foram revelados por seu sucessor, Nikita Khrushchov, em 1956. Os principais intelectuais ocidentais deixaram de fazer festinha para ele depois disso. Jean-Paul Sartre, por exemplo, fez um mea-culpa público, enquanto o Albert Camus repetia: “Eu avisei, eu avisei!”

    Só gente muito sem noção leva o stalinismo a sério hoje em dia. Uma dessas criaturas é o cientista social russo Aleksandr Dugin, que além de fã de Josef Stálin também curte Adolf Hitler, o czarismo e produziu um livro em parceria com Olavo de Carvalho. Faz sentido, portanto, que o Brasil agora tenha inventado “influencers stalinistas”. Depois de desenterrar o terraplanismo, o monarquismo e o integralismo, chegou a vez de tirar da cova também o stalinismo. Como diria Millôr Fernandes, “quando uma ideologia fica bem velhinha, ela vem morar no Brasil”.

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  9. Um espectro ronda a esquerda, o espectro do stalinismo.

    E essa esquerda não está lá muito preocupada com o Bolsonaro. Já falei sobre isso aqui, existem muitos marxistas que dizem preferir Bolsonaro ao FHC, pois o primeiro é honesto em suas intenções e mostra a real face da elite brasileira, enquanto o segundo era um crápula disfarçado de bom moço.

    A realidade é essa, a bolha universitária da esquerda mais uma vez se perde na estratégia. O que parece é que querem deixar o centro e a própria direita se matar com o Bolsonaro, enquanto tentam normalizar uma alternativa autoritária à esquerda. Sim, essa esquerda adora um culto à personalidade, assim como a direita populista. E afinal, Bolsonaro não é problema deles, melhor deixar esse B.O com quem votou ou se omitiu...

    Essa esquerda não quer fazer oposição. Não é possível que aquela esquerda incendiária dos anos 90 se perdeu no tempo. A oposição petista ao governo FHC foi muito mais acirrada.

    Até mesmo o terror que foi essa administração durante a pandemia já está sendo deixado de lado, tanto e principalmente por setores da direita, como também da esquerda.

    E, se me permitem, farei aqui um palpite inusitado: no final das contas, a chamada old left gostou dessa guinada petista do presidente Bolsonaro. Vão continuar fazendo piadas sobre o estilo peculiar desse governo, mas na verdade estão dispostos a aceitar a ignorância e os arroubos autoritários em troca de cortarem as asas do Paulo Guedes.

    Não se esqueçam, boa parte da esquerda politizada odeia mais um João Amoedo do que o Bolsonaro, pois esse leva também o jeito do povo, e a esquerda adora pensar que tem a essência do povo.

    Para ser justo, essa crítica não vale tanto para a centro esquerda progressista. É fácil perceber que os valores diametralmente opostos estão entre centro esquerda e extrema direita, enquanto a extrema esquerda brinca um jogo de compadres, um extremo alimentando o outro. Nesse sentido, um presidente como o Bolsonaro é até bom para eles, pois podem aproveitar o momento para mover a Janela de Overton. É por isso que esse debate sobre Stálin voltou à tona.

    Essa esquerda não está preocupada com o futuro do Brasil, mas sim com o futuro da sua ideologia e consequentemente de suas narrativas. Para eles, isso é o mais importante.

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  10. -Stálin foi ditador?
    -veja bem, isso é sofisma, não podemos ser maniqueístas, isso é simplista demais, bibibi bobobó...
    -E o Bolsonaro?
    -GENOCIIIIDAAAA! Ditador sanguinário fascista autoritário!!!

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