sábado, 12 de setembro de 2020

MUCHO MUCHO AMOR

É complicado fazer uma comédia sobre bigamia nos dias de hoje. Vai longe a época em que o Cadinho de "Avenida Brasil" podia terminar a novela com suas três mulheres, todas agradecidas por compartilhar aquele homem sensacional. Mas o filme argentino "Muito Amor pra Dar" se arrisca por este caminho perigoso - e acaba não chegando a lugar nenhum. A película estreou na Netflix nesta semana e é estrelada, produzida e coescrita por um dos maiores nomes do showbiz de lá, Adrian Suár. Ele faz um médico que tem duas esposas: uma em Mar del Plata e a outra em Buenos Aires. No meio do caminho, ele para em um posto de beira de estrada, para trocar de carro, de roupa e de aliança. Uma não sabe da existência da outra e todos vivem felizes até ele sofrer um acidente de carro, quando ambas são chamadas. Daí em diante até pipocam umas piadas boas, mas a conclusão - talvez a única possível atualmente - é frustrante e moralista. O amor é muito, mas faltou graça.

6 comentários:

  1. Quandoa ideologia tutela a arte, o resultado é sempre decepcionante. O bom é que esse tempo pavoroso do politicamente correto vai logo passar: há uma novíssima geração louca pra meter o pé na porta e enterrar os canceladores. É só uma questão de tempo.

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    1. Sei não, viu? O que vejo é uma juventude cada vez mais careta e pedindo tutelamento do Estado...

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    2. 15:56 Você está olhando para o lugar errado. Essa galera que ama o Estado é aquela que a mídia decadente põe sob holofotes. No mundo real, no chão da fábrica, a pegada é outra.

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  2. Mas como assim não tem o Ricardo Darín?

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  3. Namorar um pode ser já estressante; agora, imagine 2, 3 e por aí vai! Longe de puritanismo, mas isso, pra mim, não cola. Por que não vemos também 1 mulher e dois maridos com mais frequência?

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  4. Mas a marca do cinema argentino, eh justamente não chegar a lugar nenhum,rs

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