quarta-feira, 2 de setembro de 2020

JE SUIS TOUJOURS CHARLIE

Pela primeira vez desde 2006, o jornal francês Charlie Hebdo republicou na edição desta semana as charges de Maomé que atiçaram a ira dos radicais muçulmanos e levaram ao atentado de 2015. Você leu direito: os terroristas levaram NOVE ANOS para reagir, que deve ser o tempo em que uma informação é (mal) interpretada pelo cérebro podre deles. O repeteco dos cartuns acontece agora porque está começando o julgamento dos 14 coadjuvantes do ataque que matou nove pessoas. Os principais culpados, os irmãos Said e Chérof Kouachi, foram mortos pela polícia poucos dias depois. Na época, boa parte da França e do mundo bradou aos quatro ventos "Je Suis Charlie", mas essa declaração de princípios não evitou um massacre ainda pior, em novembro de 2015, quando 130 pessoas foram mortas em diversos pontos de Paris na mesma noite. O terrorismo jihadista só arrefeceu depois que o Estado Islâmico foi praticamente varrido da face da Terra, mas eu até tenho uma certa saudade desse tempo em que eles eram o maior problema da humanidade. Hoje diversos países, Brasil inclusive, são governados por fundamentalistas ignorantes. Mas a resistência continua. É por iso que eu bato no peito: je suis toujours Charlie, ainda sou Charlie, ontem, hoje e sempre.

3 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Tudo tem um preço a omissão no caso do Brasil segue seus juros.

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  2. Cumpre anotar que goste-se ou não do Trump, a atuação dos Estados Unidos sob o governo dele foi instrumental para desbaratar o ISIS.

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    1. Finalmente alguém lúcido aqui! Da forma como foi colocado no texto fica parecendo que o desbaratamento do estado islâmico foi obra do acaso!

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