segunda-feira, 21 de setembro de 2020

HOSPITAL DO BARULHO

Eu tinha 15 anos de idade quando vi "Um Estranho no Ninho" no cinema. Preciso ver de novo (tem na Amazon), porque a enfermeira Ratched, a cruel vilã do filme, não me deixou traumatizado. Mas ela apavora tanto os americanos que ganhou sua própria história de origem, como se fosse um super-herói. A série "Ratched", cuja primeira temporada acaba de chegar à Netflix, também serve de pretexto para mais um stravaganza de Ryan Murphy. Só na cabeça dele que um sanatório psiquiátrico tem o glamour do hotel Fontainebleau, com uniformes do mesmo tom de azul das caixas da Tiffany´s. Mas, dessa vez, a viadagem cede espaço para o lesbianismo. A protagonista é uma sapata enrustida, e várias pacientes do hospital estão lá para se livrarem de seus impulsos sáficos. O visual deslumbrante compensa o roteiro destrambelhado, e o elenco encabeçado pela gloriosa Sarah Paulson (sapata na vida real) é um smorgasbord de atrizes de uma certa idade. Meu destaque vai para Sharon Stone, como uma milionária que anda com uma macaquinha no ombro, ambas de roupinha combinando. Sharon, linda como sempre, está a cara da Madonna, de quem sempre foi meio rival nas telas. Bem que ela poderia interpretar a cantora em sua fase madura no futuro biopic.

8 comentários:

  1. Resumiu tudo: roteiro cheio de furos, todos os personagens caricatos (com exceção da de Cynthia Nixon, que parece pertencer a outra série) e visual arrebatador. Devorei de uma só vez.

    Quanto à Sharon Stone, demorei a reconhecer. Achei uma versão sessentona da Gwen Stefani.

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  2. Em Portugal o nome do filme ficou mais romântico. Voando sobre um ninho de cucos

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    1. Taí uma sugestão pra um posto suculento do Tony: grandes diferenças nas “traduções” dos títulos de filmes em Portugal e aqui. Há até alguns padrões que são seguidos com certa linearidade. Acho que dá até tese de mestrado...

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  3. Produção impecável... já o roteiro poderia ser menos rocambolesco.

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  4. Também não achei a personagem do filme tão assustadora como diziam. Não sei... Talvez ela inspire algo nos americanos que não inspire em nós. O personagem do Jack Nicholson era mais assustador com aquele olhar do que a enfermeira do sanatório. Haha

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    1. (SPOILER) E se você perceber, ela não mata diretamente ninguém, embora não tenha problemas morais em manipular para que os outros o façam, ajude a ocultar cadáveres e limpar a barra e, claro, se beneficie disso tudo. Mas não mata diretamente e tem uma história de abuso, o que nos leva, claro, a torcer por ela e sua “redenção”. A gente também nunca sabe quando ela está sendo sincera ou não, talvez de propósito, talvez porque ela mesma não saiba, ou talvez por falha de construção de personagem mesmo, mas no fim do dia pouco importa, afinal a direção de arte é linda demais hehe. Confesso que, cansado que estou da realidade, só queria tomar uns bons drink naquele bar de sapatãs na floresta.

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  5. ALGUM FILME GAY BOM PARA INDICAR ( PONTO DE INTERROGACAO)

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