terça-feira, 18 de agosto de 2020

QUANDO O CARTEIRO CHEGOU

Trump vai tentar melar as eleições de novembro de todas as maneiras possíveis. Ele até já ventilou adiar o pleito, algo que jamais aconteceu na história americana - nem a Guerra Civil, nem duas guerras mundiais, nada jamais fez com que os EUA não escolhessem seu presidente na data prevista. Como esse plano A não vingou, o B e o C já estão em andamento. A tentativa de desqualificar Kamala Harris não deve ir longe. Um artigo publicado na revista "Newsweek", hoje dirigida por trumpistas ligados a uma seita coreana com problemas na Justiça, arguiu que a senadora não pode se candidatar à vice-presidência, porque seus pais - um jamaicano e uma indiana - ainda não eram naturalizados americanos quando ela nasceu. Bullshit da grossa. A Constituição americana é claríssima: quem nasce em solo americano, americano é, não importa de onde tenham vindo seus pais. Não é por outra razão que muitas grávidas brasileiras e chinesas correm para os EUA quando se aproxima o momento de dar à luz. A imprensa de lá já está fazendo um carnaval em cima dessa teoria estapafúrdia, e só quem já iria votar no Bebê Laranja de qualquer jeito é que deve acreditar nela. Bem mais perigosa é a estratégia de minar o voto pelo correio, uma prática com mais de 150 anos. Há meses que o Trump vem dizendo que esse voto é facilmente fraudado (não é), assim como o Bozo sempre atacou as nossas urnas eletrônicas. Agora ele está tentando destruir os Correios por dentro. Botou seus asseclas para cuidar da estatal, e eles estão fechando agências, reduzindo o número de horas de trabalho e colocando toda sorte de empecilho para complicar o voto postal. Nancy Pelosi já percebeu a jogada, e convocou o Congresso a entrar em ação. Muitos estados também estão reagindo. E eu aposto que vem coisa pior por aí: Trump é capaz de invadir um país qualquer em outubro, só para ver se sua popularidade sobe, e/ou armar uma batalha legal depois que saírem os resultados. Não tenha dúvida: em janeiro de 2021, o Bebê Laranja vai ser arrancado esperneando da Casa Branca.

5 comentários:

  1. Pode ter certeza que, caso o Biden ganhe em novembro, o Trump não vai entregar o cargo. Vai ser uma crise política de proporções épicas

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    1. Eu acho que vai sim, porque as instituições americanas funcionam. Além do mais, o Exército não vai interferir em favor dele, como nunca interferiu por presidente nenhum.

      A única chance do Trump causar balbúrdia é o resultado ser apertado, como foi entre Bush e Gore. Mas tudo indica que Biden vai ganhar com uma certa folga.

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    2. Tem uma primeira vez para tudo.

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  2. O (passageiro) tratato de paz envolvendo Isreal e a Palestina, que todo predisente americano inventa de fazer como projeto de reeleição, ele já fez.

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  3. O principal fator para ele se manter no poder, que é manter uma economia forte e crescente, não tá sendo feito. Sem isso, ele não fica nem dando um golpe.
    No momento, está tudo congelado, como os despejamentos e o término do seguro desemprego. Não acho que o congelamento segue até novembro, por mais que se tente. Quando o congelado derreter, a coisa ficará bem feia.

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