terça-feira, 25 de agosto de 2020

O URSO SEM GÊNERO

O Festival de Berlim anunciou ontem que irá adotar o que algumas mostras menos badaladas já vêm fazendo há algum tempo: dar apenas um prêmio de ator principal e um de coadjuvante, sem divisão por gêneros. De fato, não faz muito sentido dividir a atuação entre homens e mulheres: todas as outras categorias das premiações cinematográficas, do roteiro à montagem, são unissex. Mas quem disse que o cinema precisa fazer sentido? Cinema é luz, é raio, estrela e luar. É magia, glamour e enganação. A entrega do Oscar vai perder metade da graça se não tivermos certeza que deusas da tela subirão ao palco em vestidos deslumbrantes para aceitar suas estatuetas. OK, eu acabei de soar como essas bichas velhas que adoram concursos de miss. Mas imagina a gritaria quando a Berlinale premiar só atores homens pelo quinto ano seguido?

15 comentários:

  1. Ridículo....Qual o problema de ter um prêmio para o homem e outro para a mulher? O Grammy já faz isso e é horrível! Aí concorre Stevie Wonder contra Beyoncé...Se Oscar adotar isso vai ser o fim.

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  2. Espero que isso não vá muito pra frente... Pessimo

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  3. Melhor continuar ator e atriz,mais oportunidades de prêmios

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  4. Pois é, vai esboçar qual tipo de personagem é mais corriqueiro entre os gêneros.

    Importante frisar que nas outras categorias tb é comum ganhar mais de uma pessoa, até uma equipe, as vezes.

    Sei não, prefiro que seja mantida a divisão.

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  5. Ter prêmio de melhor ator e outro para melhor atriz é como se criar o prêmio para melhor ator afrodescendente, melhor ator homosexual e assim vai. É uma valorização descriminatoria. Porque subentende-se que uma atriz nunca será tão boa quanto um ator, por isso jamais conseguiria competir com ele por igual.

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    1. É a mesma coisa com a categoria melhor filme internacional. Isso passa a impressão que os filmes ditos nacionais (que concorrem sempre na categoria de melhor filme) são, por tabela, melhores que os filmes extrangeiros. O certo como já aconteceu no ano passado é o filme extrangeiro competir por igual na categoria melhor filme e quiçá a categoria melhor filme extrangeiro nem existir.

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    2. Não vejo necessariamente assim. Quando foi criado, o prêmio era pra filmes daquela nação, e o acesso a filmes estrangeiros era restrito, bem como o interesse neles. Por isso a categoria a parte.

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  6. Que preguiça da “‘ militância “‘. Prêmios não servem apenas para encher linguiça, são homenagens a um trabalho bem feito, mas na prática é uma forma de alavancar não apenas a carreira de quem recebe, mas do entorno.
    Uma atriz que usa maquiagem especial e leva um prêmio, carrega junto até o maquiador e o iluminador; que dirá produtores e estúdio.
    Se ficar prêmio de atuação a tendência é virar um jogo de cartas marcadas( mais do que já é).
    Sem contar que prêmio combina com bilheteria que combina com dinheiro...

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    1. Concordo. Essa é a famosa militância cagada, que dá motivos aos inimigos.

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    2. Concordo. Acho exagero. A única questão que vinha me incomodando seria em como incluir as pessoas não binárias, mas mesmo assim não sei se concordo com uma solução tão radical...

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  7. O Mio Banbino Caro
    ...deve prevalecer a forma que mais agregue valores Gays...justificado por toda essa purpurina e brilho que vc aspergiu no post rsss

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  8. Mas não acaba sendo tipo uma cota o modelo existente? Exemplo: no Oscar, se tiver dez vagas, vai ter ano que 10 HOMENS irão concorrer nas 10 vagas, não duvido nada, nada! A academia teve uma falsa renovação, é branca e de homens!

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  9. Bom, no mínimo vão economizar alguns prêmios. Não tá fácil pra ninguém.

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