sábado, 22 de agosto de 2020

COMO JOVEM SOFRE

Oh! Que saudades que eu tenho da aurora da minha vida. Mentira, tenho não. Tá certo que eu era lindo feito um anjo caído do céu, mas também era bobo de dar dó. Sofria por amores impossíveis e perdia um tempo imenso com bobagens. O fato é que meu começo de vida adulta não foi dos mais felizes; talvez o de ninguém seja. O dos personagens de "Música para Morrer de Amor" certamente não é. O segundo longa de Rafael Gomes é baseado em sua peça "Música para Cortar os Pulsos", que ficou anos em cartaz e eu tive a manha de perder. Assim como o primeiro filme do diretor, "45 Dias Sem Você", este também fala de cabeçadas amorosas, como se ninguém tivesse outro problema no mundo - e nessa idade, nessa classe social, ninguém tem mesmo. Passei um pouco da idade para me entregar às situações apresentadas, mas minha sobrinha de 24 anos amou de paixão. Até porque ela é amiga de infância do Caio Horowicz, o ator revelação do momento, que de repente está em todas e também é o melhor do trio de protagonistas. Não sou o público-alvo de "Música para Morrer de Amor", mas queria ter sido. Fez falta nos meus vinte e poucos anos um filme com gente tão resolvida com sua sexualidade.

8 comentários:

  1. Apenas uma observação, você era lindo na juventude como relatou no texto, mas agora na fase madura está ficando encantadoramente lindo, com todo respeito do mundo, mas você tem um charme e uma beleza única e casam perfeitamente com teu conteúdo!

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    1. Opa, muito obrigado! Vou dormir feliz depois dessa. Hehe.

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  2. É verdade. Parece haver até certo prazer no sofrimento. O bom de amadurecer é enxergar todas as experiências como válidas e necessárias. Com o despertar, percebemos que amor e sofrimento não coincidem, que amor somente pode fazer o bem... Todo o resto é bobagem em que insistimos, por ignorância, em nos meter.

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    1. Isso mesmo, Tintim!!!

      Aos 38, se não for na paz, não quero!

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    2. Com certeza. Estou no mesmo ritmo

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