segunda-feira, 10 de agosto de 2020

BIELA PORCARIA

A Bielorrússia está nas manchetes do dia, porque o ditador Aleksandr Luvchenko roubou mais uma eleição. E eu faço questão de continuar chamando essa republiqueta do leste europeu pelo mesmo nome que ela tinha quando fazia parte da União Soviética. Até porque a pronúncia de Belarus em bielorrusso é "bielarrus"; por que não aportuguesar de vez o termo, como sempre se fez? Essa coisa de um país exigir que os outros lhe chamem pelo seu nome original, em sua própria língua, é sintoma de crise de autoafirmação. Reparou que é só paiseco? Bielorrússia (Belarus), Moldávia (Moldova), Ceilão (Sri Lanka), Birmânia (Myanmar)... Não se vê a China querendo ser chamada de Shongguo, nem o Japão de Nihon. Eu não incluo nessa infame categoria os países que abandonaram seus nomes coloniais, como o Zimbabwe (que era Rodésia) ou o Burkina Faso (Alto Volta). Os demais, parecem garota adolescente avisando aos pais que agora se chama Lady Bird.

6 comentários:

  1. Burma vs. Myanmar é uma questão pós-colonial tambem. Mas o termo local no caso (Myanmar) é igualmente controverso porque exclui diversos povos. Bjs.

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  2. Qual a necessidade de diminuir e ofender o país assim? Teve alguma experiência traumática no leste Europeu?

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    1. Vixe, já chegaram os defensores do "Leste Europeu"

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    2. Vc é burra e desinformafa né minha filha, pesquisa um pouco depois vem falar bobagem no blog !

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  3. Nesse feriado de hoje eu tava bem a fim de Myanmar...

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  4. Mais um pra atualizar no atlas: República Tcheca = Tchéquia (ou Chéquia pra ser mais aportuguesado ainda). E o nome oficial do país continua sendo Rep. Tcheca (mas acho que eles usam tanto como nós usamos República Federativa do Brasil). Em alemão, eu me acostumei com o nome de uma palavra só: Tschechien. Em português ainda me soa estranho.
    Ah, e entre Minsk e Praga, 1000x Praga.

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