sábado, 29 de agosto de 2020

ARTE É O QUE EU DIGO O QUE É

A secura cinematográfica que vivemos no momento faz com que qualquer filme marromeno que chegue ao sob demanda seja recebido com festa. É o caso de "Tudo pela Arte", que ainda vem com uma irresistível pátina de glamour: trama ambientada no mundo das artes, locações no lago de Como e um elenco que inclui apenas minha atriz jovem favorita, Elizabeth Debicki. Sem falar em Sir Mick Jagger, no papel de um colecionador com jeião de bicha velha. Mas o roteiro tem um rombo no desfecho que compromete o resultado. Obviamente, não posso contar o que é. Só digo que o crítico vivido pelo dinamarquês Claes Bang - que ficou conhecido por causa de outro filme sobre arte, "The Square" - recebe a missão de entrevistar um pintor recluso (Donald Sutherland) e arrancar dele uma última obra-prima para seu mecenas, o papel do rolling stone. É uma pena, porque "A Heresia Laranja Queimado" (o título original) levanta uma questão eterna, impossível de responder de uma vez por todas: afinal, o que é arte? E o que não é? Uma falsificação belíssima não deveria valer mais do que um original feioso? Por que nos deixamos tapear com relativa facilidade? A conclusão é que arte é aquilo que nós queiramos que seja. Este filme quase é.

8 comentários:

  1. claes bang que delicia de homem!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Um parêntese vai ter post para Chadwick Bosemam
      G-

      Excluir
    2. Acho que não. Já falei tudo na minha coluna deste sábado no F5.

      Excluir
  2. vi o pau dele no filme, e lembrando as bil de plantao, pau mole nao define tamanho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Elizabeth Debicki é um cisne. É lindíssimo uma mulher com pescoço de cisne.

      Excluir