quinta-feira, 23 de julho de 2020

O BEIJO DE MANUEL PUIG

Eu tinha uns 13 anos de idade quando descobri "The Buenos Aires Affair". Acho que não entendi metade do livro, mas adorei. Então li "Boquitas Pintadas" e me rendi a Manuel Puig. Lançado em 1969, este romance é moderno até hoje: conta a história de um triângulo amoroso no interior da Argentina nos anos 30, através de bilhetes, notícias de jornal e até uma radionovela. Posso dizer que eu já era puigmaníaco quando ele estourou mundialmente com "O Beijo da Mulher Aranha", que virou uma peça de teatro e um filme vencedor do Oscar. Depois ele ainda escreveu pelo menos outra obra-prima, "Pubis Angelical". Manuel Puig morou no Rio de Janeiro em meados da década de 1980, mas nunca cruzei com ele. Hoje faz 30 anos que morreu, aos 57, como bem lembrou minha amiga Sylvia Colombo em seu blog na Folha online. Fiquei com vontade de reler sua obra, até porque hoje em dia eu entendo espanhol muito melhor do que quando era adolescente (sempre teimei em ler no original). Também recomendo a quem ainda não o conhece. Toda bicha fina precisa ter Manuel Puig em seu currículo.

17 comentários:

  1. O Mio Babbono Caro
    Olhando para trás o que foi aquela "Primavera Gay" por aqui no inicio dos anos 80' o Lmpião da Esquina iluminando nossos passos rs A Literatura, Cinema, Teatro, Música tudo dizia a nós e os bandos de cafajestes ainda só observavam sem canalhar que o mundo estava virando uma Ditadura Gay e o Beijo da Mulher Aranha era a coroação de tudo isso naqueles venturosos dias que vivemos.
    "Confesso que vivi" rsss

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    1. Sei não... Entendo o saudosismo de sua juventude, mas quantos amigos seus e de Tony não morreram vítimas da aids nessa época!?!

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    2. Balbino querido, amo as suas postagens. Você viu os Dzi Croquetes? Assisti ao documentário, fiquei apaixonado pela ousadia e transgressão deles.

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    3. Assisti esse documentário ontem.

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    4. Anónimo 14:25
      Sim querido houve esse "acidente no percurso" mas o meu enfoque foi exatamente no período eminentemente anterior a esse "...Pela beleza do que aconteceu/ Há minutos atrás".
      A AIDS para vc ter uma idéia foi o anticlimax absoluto do momento que descrevo acima. Mas que por sua vez foi um tornassol que revelou toda hipocrisia que ainda restava. O cinema de Hollywood por exemplo e seus galãs, Rock Hudson, Tony Curtis...nunca mais foram o mesmo.

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    5. Anónimo 14:30
      Obrigado pela referência querido.
      Assisti "Dzi Croquetes" e veja é anterior ainda a esse período aludido.

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  2. Eu tenho "El beso de la mujer araña" e fiquei muito feliz quando o William Hurt ganhou o Óscar de Melhor Ator pelo seu Molina. Raul Julia e Sônia Braga também estão muito bem.

    Concordo que são um livro e um filme imprescindíveis para toda bicha latino-americana de fino trato.

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  3. Não entendi nada do filme "Beijo da Mulher Aranha"! Nunca li o livro.

    Preferi o Querelle como filme e amo o Jean Genet como autor.

    Agora daquela época teve vários outros filmes gays muito bons também. Um dos melhores é com aquele ator britanico no início de carreira que depois foi pego com um travesti! Esqueci o nome do filme! Britânico! E como a maioria dos filmes britanicos: de época! De um outro autor gay.

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    1. Maurice, com Hugh Grant.

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    2. Hugh Grant foi pego com uma mulher. Não era travesti.

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    3. Mas é esse mesmo!

      Maurice!

      Lindinho o filme/livro.

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    4. Monotemática, também adoro Querelle, tanto o filme como o livro.
      Fiquei com vontade de conhecer Brest só para ver se lá ainda existem aqueles marinheiros!

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    5. Teve uma época que eu era vidrado no Jean Genet! Li os livros que consegui encontrar na época... Bicha "pobre" da provinciana Vitória.

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  4. Já sei o que será do meu fim de noite: sorvete de açaí e o documentário das Dzi Croquetes, que pra minha vergonha me dei conta que nunca assisti. Quanto ao Puig, só conhecia o Nico ex-Globo, ex-capa da G, hoje maduro enxutíssimo e designer de interior sustentável de gosto bastante questionável.

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