terça-feira, 21 de julho de 2020

A OPÇÃO EQUIVOCADA

Na semana passada, depois que o Leandro Narloch foi demitido da CNN Brasil por causa de seu comentário infeliz sobre a liberação do STF à doação de sangue por homens gays, acabei me envolvendo numa treta pública com ele no Twitter. Quer dizer, mais ou menos: ele respondeu a mim apenas uma vez, enquanto eu devo ter soltado uns 800 tuítes. Percebi que a expressão "opção sexual" é um gatilho para mim. No final da adolescência, na única fase da minha vida em que eu fiz psicanálise, achei que conseguiria mudar o que eu sentia. Deu no que deu.

Mesmo defenestrado e jurando não ser homofóbico, Narloch continuou insistindo no termo. Isto, quando a esmagadora maioria dos homossexuais garante que não escolheram nada quanto aos próprios desejos, assim como os héteros. É verdade que existem lésbicas que defendem que é uma opção, mas eu ainda estou por ver uma boa argumentação da parte delas. As que eu conheço, no fundo falam o mesmo que eu: a opção que existe é por um estilo de vida. É sair ou não sair do armário. Ninguém controla o próprio tesão. O que escolhemos é se damos vazão a ele ou não. A Igreja Católica e outras entidades religiosas acham que essa vazão é pecado, como se o ímpeto sexual fosse um instinto assassino, mas nem ela chega ao ponto de dizer que também é uma escolha. Mas outros o fazem, inclusive vários evangélicos. A crença na opção é a base para as infames clínicas de cura gay e outros tratamentos espúrios, que causam tanto sofrimento inútil. 

Mas Leandro Narloch, mesmo depois da demissão, mesmo depois da chuva de críticas que tomou, mesmo depois dos meus 800 tuítes que ele não deve nem ter lido, não se redimiu um milímetro. Ontem, em entrevista ao Pânico, posando de vítima da cultura do cancelamento, ele disse que usaria o dinheiro da rescisão com a CNN para erguer outdoors onde se lê "Opção Sexual" em frente às sedes de ONGs do movimento LGBT. Mais um sinal de que está ultrapassado: desde a prefeitura de Gilberto Kassab que não existem mais outdoors em São Paulo.

8 comentários:

  1. Narloch se pega nisso de opção porque incomoda. Veja que em argumento, que é bom, ele não se pega - não tem nenhum. O provável nerd albino de óculos fundo de garrafa do colégio está revidando sendo bullyie hoje em dia. Quando a educação não é libertadora...

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  2. Adoro um argumento que vc geralmente usa.

    Se sexualidade é opção, opte por ser gay rapidinho e chupe aqui meu pau, pra provar seu ponto 😬

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  3. É porque muitos "homens de família" ESCOLHEM reprimir seus desejos homossexuais - e os filhos é que sofrem com o tesão ENRUSTIDO - e ACHAM que TODOS deveriam fazer o mesmo!

    POR ISSO acho que NÃO EXISTEM HOMENS HÉTEROS!

    Eu digo que eu não ligo para o termo "opção sexual" pois acho que eu TENHO O DIREITO DE "OPTAR".

    Mas sei muito bem que DESEJO não tem PADRE, nem TERAPIA que dê conta!

    E as FAMÍLIAS "ILLUMINATI" é que se APROVEITAM desse FATO da NATUREZA humana!

    Um HORROR!

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    1. Escolher reprimir tesão apenas endossa o fato de que há um tesão há a ser reprimido, e que ele brotou lá, forte e vigoroso, contra tudo e todos.

      Não se opta pelo tesão, mas sim, porcamente, por vivenciá-lo.

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  4. Fala para ele dar aquele cu loirinho dele e parar de ficar com graça!

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  5. Tony o melhor castigo é o desprezo. Gente assim tem que ser tratada como tratamos aqueles que ficam na praça da Sé dizendo que o fim está próximo e que eles são a reencarnação de Cristo. Não gaste o seu precioso tempo com quem não merece. Se todo mundo, principalmente a imprensa, tivesse ignorado o Bolsonaro tratando como o doido que ele é, ele não estava no cargo que está hoje.

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