terça-feira, 23 de junho de 2020

PRETO NA RODA

O "Roda Viva" ressuscitou desde que Daniela Lima assumiu a apresentação do programa há quase um ano, e vem mantendo o pique sob o comando da Vera Magalhães. Independente da sua opinião sobre ela, é inegável que os convidados andam quentíssimos, sempre relevantes aos assuntos do momento, como Felipe Neto ou Atila Iamarino. Ontem foi a vez de Silvio Almeida, e eu tenho até vergonha de admitir que não o conhecia. Agora vou comprar seu livro "Racismo Estrutural" e tentar prestar mais atenção no que está acontecendo à minha volta.

15 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    E faz tanto tempo que Marvin Gaye cantou "What's Going On" mas isto também faz parte do "Racismo Estrutural".

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    1. Who are they to judge us just because our hair is long...Não existe mais uma classe média assim, carefree, cheia de oportunidades, que só se preocupava com coisas mundanas. O mundo hoje é muito mais complexo e opressivo! Quantas vezes eu encontrei xóvens americanos deprimidos pelas dívidas estudantis que nunca conseguiram pagar, gente com diploma de direito sendo garçom em Paris. Fora a total decadência dos EUA desde 2003 e a impressionante assenção da China, as guerras, os tiroteios dentro das escolas. Tenho a impressão que um jovem americano nunca mais irá se preocupar em se tornar adulto e nunca mais veremos filmes do tipo.

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  2. não o conhecia tb, mas a entrevista, pqp, uma das coisas mais inteligentes que eu vi esse ano

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  3. A Vera de fato sabe escolher os convidados. Mas passa cada vergonha... Nunca vi pessoa mais inocente e sem noção

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  4. Sou um pouco dividido com esse novo grupo de celebridades negras: os acadêmicos das Ciências Humanas.

    Ao mesmo tempo que eles dão visibilidade a causa, não saem de suas bolhas e nem ajudam de forma efetiva a comunidade negra (em especial, a periférica, a qual também é a maior parte), essa questão inclusive foi levantada por um entrevistador no programa, o entrevistado enrolou e não respondeu claramente.

    É algo parecido ao que acontece aos ditos influencers digitais negros, que recentemente se apossaram do Instagram de gente branca para interagir com seus milhões de seguidores, em que pese inicialmente ter nascido de um ato espontâneo. Cara, a negação do racismo é retidão de caráter, marco civilizatório, se sua mãe não te ensinou a ter bom caráter, não será post do Instagram que dará jeito! Ademais, a ideia de depender da bondade de gente branca e desconhecida é aterrorizante para dizer o mínimo, transforma todo o povo negro numa espécie de Blanche Dubois e sua famosa frase: Eu sempre dependi da bondade de estranhos!

    O ato antirracista só pode ser executado pela possível vítima deste. Observe que o movimento feminista e dos direitos igualitários não pediram ajuda aos homens héteros no âmago de suas questões e nem pela sua sobrevivência. Ao contrário, essa galera partiu para cima com sangue no olho nos últimos 20 anos, a ponto da direita politica ter se restabelecido como resposta também a essas conquistas sociais. Portanto, dá para conversar, aliar-se, mas sem essa de olhar para os brancos e coloca-los como salvadores.

    O momento pede que o movimento negro olhe para os seus, cuide deles, tire-os da marginalidade social, empodere-os, crie líderes negros em todo espectro político. Foi o que as mulheres e os gays fizeram, e por mais que reclamem, estão de mãos dadas aos homens brancos héteros, da direita a esquerda política.

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    1. Discordo frontalmente da afirmação de que mulheres e LGBTs não precisaram de homens héteros. Toda luta em prol de uma minoria, numérica ou política, carece de aliados entre a maioria. Especialmente os gays e afins, que são cerca de 5% da população, não teriam conseguido nada sozinhos.

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    2. O anônimo das 13:38 está confundindo o Silvio Almeida, um MARXISTA (que analisa o materialismo, as condições reais da sociedade) com influencer negro LIBERAL q faz live em insta de branco. Parece que um dos livros indicado pelo mesmo foi "Mistaken Identities: Race and Class in the Age of Trump" em português ficou "Armadilha da Identidade: Raça e Classe nos dias de Hoje", cujo prefácio da edição brasileira é dele e acho q o título do livro te responde anônimo.
      Nick

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    3. O anônimo das 13:38 é um cara negro e gay, que se esforça para entender as diversas vozes negras, incluindo o energúmeno do Sergio Camargo, acredite! Porém, se identifica mesmo com o olhar político e social do dono desse blog, um gay branco!

      Tony, sua última live foi com o Pavinatto (com quem inclusive vc parece divergir politicamente) para discutir um termo que acolha toda a comunidade gay (a qual, os dois pertencem) e assim possa interagir melhor com o restante da sociedade. Portanto, você não discutiu algo essencial a fortalecimento dos gays com um "opositor" (homem ou mulher hetero), correto?!?

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    4. Parece que a gente diverge? Eu disse isso com todas as letras, 14:34.

      Não entendi o final do seu comentário. A gente não discutiu o fortalecimento dos gays com um opositor? É isso? E por que deveríamos ter discutido isto?

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    5. Eu sou o 13:38 e 14:34 (ridículo isso rs). Vc nao discutiu uma pauta do movimento gay - o termo que identifica esse grupo, com uma pessoa hétero.

      Acredito que os negros devem fazer a mesma coisa, conversar entre eles, mesmo quando venham a divergir politicamente, essa conduta fortalece uma minoria política.

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    6. Nada de ridículo. Voces podem escolher um apelido "Rainha do Banheirão" como o nome e colocar um endereço falso de URL (tipo: www.rainhadobanheirao.sopassandocheque.br) que vai aparecer o apelido que voces escolheram como o nome do post: Rainha do Banheirão.

      Repita a gosto!

      Tem vários aqui que fazem isso.

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    7. Anonimo 14:38
      Tá bom! E é aqui que você quer discutir essa questão inocente?
      G-

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  5. “Independentemente da sua opinião” é o correto, amore.

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    1. Eu sei. Preguicinha de escrever "independentemente".

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  6. Silvio Almeida - Racismo Estrutural
    Djamila Ribeiro - Lugar de Fala

    Grosso modo, o primeiro fala sobre como o processo de racismo foi naturalizado, institucionalizado.

    O segundo alerta que a fala deve ser interpretada por quem a viveu - um branco pode e deve falar sobre racismo, mas o lugar de fala de quem sofre o racismo é de quem o sofre, e não de quem o perpetua. O lugar de fala cabe até entre nós na nossa sopinha de letras - posso sentir o que uma lésbica ou uma trans possam sofrer, mas jamais estarei no corpo de uma delas por ser um gay...

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