domingo, 17 de maio de 2020

MAELSTROM


Eu comecei a conumir música pop aos 13 anos de idade. Um dos primeiros discos que eu comprei na vida foi "Kimono My House", do Sparks, depois de ter visto o clipe de "This Town Ain't Big Enough for Both of Us" no Fantástico, of all places. Quase 50 anos depois, aqui estamos nós, o Sparks e eu, firmes e fortes. Curioso que tem muita gente daquela época ainda na ativa - Paul McCartney, os Rolling Stones, Elton John - mas nenhum deles chega aos pés do Sparks no meu panteão privativo. Ron e Russell Mael são meus companheiros de jornada, apesar de eu sequer ter visto um show deles (os danados jamais vieram ao Brasil, e nunca nos cruzamos lá fora). Agora eles lançam o 24o álbum oficial da carreira, "A Steady Drip Drip Drip", e não decepcionam. As melodias intrincadas, as letras sobre tudo e qualquer coisa, os arranjos esquisitos, está tudo lá, como sempre esteve, mas em versão repaginada 2020. Pena que as gravações do novo disco aconteceram antes da pandemia: esse confinamento ainda vai render muito assunto para os irmãos Mael.

Um comentário: