sexta-feira, 17 de abril de 2020

A ÓPERA DE WAGNER


Hoje eu fiz minha estreia no caderno Mundo da Folha de S. Paulo, com uma crítica ao filme "Sergio". Como muita gente, eu mal tinha ouvido falar do diplomata brasileiro até ele ser morto num atentado terrorista em Bagdá, em 2003, no comecinho da Guerra do Iraque. Também não sabia muito de sua história até ver o longa, que tem o próprio Wagner Moura como um de seus produtores. "Sergio" não é filme para Oscar, mas virou um biscoito finíssimo nesta seca cinematográfica que estamos atravessando. E mostra que, depois de Rodrigo Santoro, também Wagner Moura está se firmando no cenário internacional. Fora que ele está batendo um bolão, mais sarado e definido do que nunca.

14 comentários:

  1. O povo da literatura morre e vc nao diz nada...
    Mudo de assunto e faço o sem noção mesmo, ja que leio esse blog há mais de uma decada. Rsrsrs

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    1. Eu li alguns livros do Rubem Fonseca. Nenhum me marcou muito. Até pensei em fazer post a respeito, mas não seria sincero.

      Garcia-Roza, então, não li nada.

      Sou uma fraude.

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  2. Respostas
    1. De onde você tirou isso?

      Sergio Vieira de Mello não cursou o Instituto Rio Branco, mas trabalhou 34 anos na ONU. Era diplomata, sim, e em todos os sentidos da palavra.

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    2. Por ele não ter cursado o Instituto Rio Branco assim como você mesmo disse, como também por não ser representante direto de um país, apesar de trabalhar em organismos internacionais. Digamos então que ele era um diplomata onusiano de origem brasileira...

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    3. Veja o que diz uma matéria deste sábado no UOL:

      "Sérgio Vieira de Mello era mesmo diplomata?

      É uma dúvida comum, já que ele nunca serviu como representante do Brasil no exterior. No entanto, Vieira de Mello pode ser chamado de diplomata por causa da natureza de seu trabalho na ONU. Ele era cotado para ser sucessor de Kofi Annan como secretário-geral da instituição."

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    4. Muito bem colocado! "Pode ser chamado de..."

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    5. Só eu conhecia o Sergio Vieira de Mello pelo trabalho no Timor Leste?
      Esse debate é igual a jornalista sem diploma, né? É como se carreira buscasse por você, e não o contrário.
      Pra ser preciso, não era diplomata de carreira, como chamam os que são do corpo diplomático brasileiro via Instituto Rio Branco (Vinicius de Moraes e Guimarães Rosa eram). Mas então seria o que? "Profissional de Relações Internacionais"?
      Pra trabalhar na ONU, existem várias maneiras e pra vários profissionais de muitas áreas. O atual secretário geral António Guterres estudou física e engenharia elétrica. Entrou pra política, foi primeiro-ministro de Portugal e dali fez exatamente essa carreira que o Sergio poderia ter feito dentro da ONU. Chegar onde ele chegou é digno mesmo de um filme.

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    6. Sergio Vieira de Mello não cursou o Insituto Rio Branco porque seu pai, que foi embaixador, teve a carreira cortada pela ditadura. Para não correr esse risco, o jovem Sergio foi estudar no exterior e entrou bem jovem na ONU. Mas é óbvio que ele sempre quis a diplomacia, que estava no seu sangue.

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    7. Exato. A carreira diplomática já estava nos genes dele. Foi isso que eu quis dizer com a carreira chamando por ele. Só não chamei de canto da sereia porque a conotação é um pouco negativa.
      Eu lembro dessa fase do Timor Lorosae porque estavam recrutando profissionais de várias áreas pra ajudar na reorganização do país. Eu quase aceitei, mas passei adiante. Uma colega então aceitou a empreitada. Ela passava muito desse tempo passeando em Bali ou Austrália. Mas no fim tiveram que fugir todos correndo quando rolou aquela treta em 2006 lá. Uma pena não ter podido ter feito mais para ajudar o meio-irmão lusófono.

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  3. Pra mim, era diplomata, sim. E dos bons!
    Qualquer pessoa que trabalhe lidando com pessoas de outros países mundo afora - sem fins lucrativos - é um diplomata na essência da palavra.

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    1. E para mim a Terra é plana. Rsrs. Sua opinião não é argumento. Nenhuma opinião é. Apesar de ele ter um trabalho como um diplomata, oficialmente não era um. Simples assim e não o desmerece em nada.

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    2. Sorry, 18h44, isso não é opinião. Sergio Vieira de Mello era diplomata, sim. Isto é um fato e você está errado. Isto tampouco é uma opinião.

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    3. Usei apenas os termos corretos. "Sergio Vieira de Mello era diplomata, sim." Sem nada que embase é opinião, não argumento. Mas essa discussão é tão útil como a de qual é o sexo dos anjos.

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