terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

QUANDO PARIS ALUCINA


Michel Ocelot se supera. O diretor de obras-primas da animação como "Azur e Asmar" e "Kirikou e a Feiticeira" agora lança o que talvez seja seu filme mais deslumbrante, "Dilili em Paris". O roteiro é algo confuso e bem extemporâneo: uma garota  kanak (uma tribo da Nova Caledônia, na Oceania) ajuda a desbaratar uma quadrilha de sequestradores de menininhas, na Paris do final do século 19. Mas o visual é arrebatador: quase tudo o que a gente ama da capital francesa já existia, e aparece em riqueza de detalhes e cores estonteantes. O longa é para crianças, mas os adultos cultos vão vibrar com o desfile de cameos célebres: Dilili encontra nada menos do que Pablo Picasso, Sarah Bernhardt, Santos Dumont, Marcel Proust, Madame Curie, Louis Pasteur, Toulouse-Lautrec, o então príncipe de Gales e futuro rei Eduardo VII, Renoir, Degas, Monet, todo mundo e seu pai. Dommage que a dublagem brasileira não tenha contado com alguém que fale francês: a tradução está sofrível, as músicas perdem as rimas na versão ao pé da letra e os dubladores soltam pavores como "Zóla" e "Sátie", ferindo meus ouvidos eruditos. Mas o importante mesmo em "Dilili" é o visu e, para quem captar, as muitas referências.

Um comentário:

  1. Tony, sem querer te alugar mas já te alugando, eu muitos anos atrás vi um filme passando na HBO mas não consigo achar ele pra assistir, peguei ele bem pro final, você como sempre frequenta festivais deve ter assistido

    era um filme onde uma familia falida vai morar com uma mulher supostamente rica e que tem perda momentânea dos movimentos do corpo, só que pro fim do filme eles descobrem que ela não tem mais dinheiro e enganou eles, pegam um grampeador e deixam ela grampeada no no carpete até morrer, é um filme de drama estrangeiro

    lembra de algum filme assim?

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