sábado, 22 de fevereiro de 2020

PARA QUÊ A PRESSA?


Meus encantamentos musicais seguem dois padrões. Às vezes eu descubro alguém bem obscuro, falo que todo mundo tem que ouvir, ninguém ouve e fico eu desfrutando sozinho daquele tesouro por anos fio. Outras vezes eu chego muito atrasado, quando não há mais novidade nem para a avó de todo mundo. Este é o caso do meu crush atual pelo Tame Impala. Já tinha ouvido algo do grupo, achava bacaninha e ponto. Agora baixei o novo álbum "The Slow Rush" e finalmente me rendi. Também aprendi que não é bem um grupo, e sim um projeto do australiano Kevin Parker (o Tame Impala só vira banda quando sobe ao palco). São 12 faixas que variam da discothèque ao viajandão, às vezes com arranjos surpreendentes, mas sempre com um tema em comum: a inexorável passagem do tempo. É rock para velho.

5 comentários:

  1. Tony, nos dê um exemplo de um dos grupos bem obscuros que vc menciona e que só vc descobriu e mais ninguém no universo?

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    1. Tem uma dupla que eu gostei de cara, por causa do nome: Tony or Tony.

      Sem falar do DJ indiano Mucleya, a banda venezuelana Los Amigos Invisibles, os americanos radicados na Europa Sparks, que me acompanham há mais de 40 anos.

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  2. Achei esse clipe parecido com aquele antigo da Kylie Minogue

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  3. A avó de todo mundo conhecia, menos eu :(

    Ok, não sou do tipo que curte trilha sonora pra vida. Um filme sobre os meus dias seria daqueles sem música, só com barulhos de fundo.

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  4. Em "Dois Papas" a música determina o filme!

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