segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

NÓS QUE LUTEMOS


Num ano com menos orbas-primas, "Luta por Justiça" teria sido indicado a vários Oscars. É um pesado drama de tribunal, eivado de boas intenções, do jeito que a Academia costumava prestigiar. Também é um tipo de filme que todo mundo já viu outras vezes: um homem condenado injustamente à morte tenta provar sua inocência, mas todo o sistema parece voltado contra ele. O que evita o sabor de prato requentado são as ótimas atuações e o clima tenso até o final, apesar do roteiro ser baseado numa história real (ainda bem que eu não googlei antes de ir ao cinema). "Luta por Justiça" bate com força no maior problema da pena de morte: o alto número de condenações equivocadas, propiciadas pelo racismo estrutural. Eu sou dos que acham que nem culpados merecem ser executados e que a pena capital é um resquício de tempos bárbaros; no Ocidente, só nos EUA ela ainda está em vigor. Claro que o filme falou de perto à minha alma liberal, mas não é preciso ser esquerdopata para se comover com a história. E nem ter bola de cristal para perceber que há um Oscar em algum lugar do futuro de Michael B. Jordan, o melhor ator afro-americano de sua geração. No mais, essa luta também é nossa.

6 comentários:

  1. Michael B. Jordan❣️❣️❣️

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  2. "o alto número de condenações equivocadas, propiciadas pelo racismo estrutural"

    ☝️ Quando a pessoa repete o clichê militante, achando que está arrasando Bangu.🤦‍♂️

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    1. Esta é a maneira mais fácil de identificar um extremista de direita. Ele simplesmente nega o racismo, o machismo, a homofobia. É tudo mimimi. Problemas que só existem nas cabeças dos esquerdopatas.

      Dá uma olhada nas prisões brasileiras. Dá uma olhada nos corredores da morte americanos. Dá uma olhada nesse filme, que conta uma história real. Depois a gente conversa, minion.

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    2. adoro quando brancos ricos querem dizer o que é racismo e o que não é. soa super coerente.

      particularmente, prefiro o Kanye West sugerindo que os negros parem de cometer crimes.

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    3. Toda hora eu sou chamado de rico. Quem me dera.

      No mais, não é preciso ser negro para saber o que é racismo. Só os brancos de extrema-direita é que não sabem, tipo você.

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    4. Anônimo 10:53,

      Fã de Kanye, não é mesmo? E o Morgan querendo discutir a consciência humana, diz ae? Postou no seu insta o vídeo?
      Kkkkkkkk

      Pois é, liberdade irrestrita para os dois falarem as asneiras que quiserem, e eu para discordar delas. Morbidamente, torço também para o dia que eles estiverem curtindo com vcs, achando que é um de vocês, e quando falarem algo que vocês discordem, eles ouçam um sonoro: “Cala a boca ae negão, tá pensando que tá onde?”
      To aqui na torcida... rsrsrs
      Embora já esteja rindo do tácito: “TONY, vc não tem lugar de fala!”
      Que ironia, Meu Deus! Será que a Djamila ficaria orgulhosa? Rsrsrs

      Ótimo post, Tony! O que se tratando de você não é nenhuma surpresa.

      Abraço,
      Do seu leitor negro de Ssa/Ba.

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