domingo, 19 de janeiro de 2020

TRIPA ADVISOR

Fui ao Rio no meio da semana passada para o lançamento de uma novela da Globo e acabei sabendo só de orelhada a treta sobre venda de órgãos. Quando me dispus a escrever sobre o assunto, estourou a bomba nazista do Roberto Alvim. Foi até bom, porque me deu tempo de ler mais sobre o assunto. Só que não cheguei a nenhuma conclusão absoluta. Proibir que as pessoas vendam seus órgãos não-vitais é como proibir o aborto ou a maconha: quem estiver muito a fim, vai conseguir. Tem um cidade em Minas (não me lembro qual) onde muita gente viajou para a África do Sul para vender um rim e faturar uma grana. O problema desse comércio é incentivar o crescimento de algo que já existe e é apavorante: o roubo de órgãos, vitais ou não. No fiml, tendo a me aproximar do Joel Pinheiro da Fonseca, que detonou essa polêmica graças à ressurreição de um texto seu de 2015, com o qual ele nem concorda mais. Joel pesou prós e contras em um fio no Twitter, e tampouco deu o debate por concluído. Prefiro recolher minha colher e ouvir quem é do ramo: os profissionais da saúde, que dizem que o maior problema não é a falta de órgãos e sim a falta de pessoal treinado para fazer transplantes. E rio do apelido que o Joel ganhou, que dá nome a este post.

5 comentários:

  1. Sou doador de sangue. Muitos miseráveis viviam de doar sangue pela diária oferecida no passado. Os bancos de sangue independentes têm lucro com a venda do sangue dos voluntários após a coleta, análise e padronização, os bancos se mantêm com esse lucro mas o voluntário não é remunerado. Não acharia errado ser remunerado por isso além daquele lanche xexelento que oferecem.

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  2. Dá uma lida: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2020/01/por-que-nao-permitir-venda-de-orgaos.html

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  3. Tony, ninguém "quer" vender um rim do mesmo jeito que alguém quer fumar maconha. Que comparação infeliz. As pessoas só venderiam um órgão caso estivessem tão endividadas que não tem outra opção. Possibilitar a venda de órgãos não resolve problema algum.

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    1. Assim como ninguém quer abortar. As mulheres abortam porque precisam. A comparação permanece.

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  4. Eu acho que é uma discussão que o Joel poderia fazer com os amigos na segurança e compreensão do lar, num tema tão paradoxal do limite da autonomia do corpo e aonde o estado pode ir jogar

    E é algo da pré tecnologia de confecção de órgãos, eu li que estão criando tecidos com base em rúcula em impressoras 3D, a Rúcula já tem algo como vasos sanguíneos que podem ser expandidos, o que eu tô tentando escrever é que o mercado vai criar métodos que vão desmontar o tráfico de órgãos no mundo, alem de que órgãos imprimidos não sofrem rejeição do corpo sem a necessidade de uso de remédio de uso contínuo

    O David Rockefeller trocou de coração 4 vezes

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