domingo, 19 de janeiro de 2020

QUE DÓ, A FORMIGUINHA


Essa minha obsessão por ver todos os filmes inscritos por seus países no Oscar Internacional, hein? Vou te contar. Ela me leva a assistir coisas ótimas como "Buoyoncay, da Austrália, que passou na Mostra. Mas também me empurra para títulos que não fazem nada meu gênero, tipo "O Despertar das Formigas". Trata-se do primeiro filme da Costa Rica que eu vejo na vida, mas não há nada nele que me faça identificar sua origem. A trama é batida, embora ainda necessária: uma mulher casada e com duas filhas sente-se oprimida pela rotina de esposa e mãe, mas não sabe como se libertar porque ama muito sua família. O símbolo de sua opressão são os cabelos compridos, que o marido adora mas que a fazem derreter de calor. Para piorar, formigas começam a pulular em volta dela: no chão, no chuveiro, subindo pelas pernas. Uma metáfora para o desejo sexual, que ela deixa de reprimir? O surgimento da consciência? Tudo isso é lindo, mas a diretora Antonella Sudassassi é adepta daquele estilo naturalista, sem música ou firulas de câmera. Valeu pelo aspecto antropológico, e para ticar a Costa Rica na lista.

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