segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O INCEL INJUSTIÇADO


Há mais de três anos que eu não via um filme de Clint Eastwood. Seus dois últimos trabalhos não tiveram repercussão nem boas críticas, e eu não me animei nem a assistir de graça no sob demanda. Mas hoje encarei "O Caso Richard Jewell", só porque Kathy Bates está cotada ao Oscar de coadjuvante. E admito que não sofri muito: o roteiro, baseado na história real de um segurança acusado de plantar a bomba que ele mesmo apontou à polícia, até que segura a atenção. Também é um desafio à compaixão do espectador. O protagonista é um típico incel: gordo, feio, semi-fracassado, louco por armas, morando com a mãe. Se a internet já fosse grande em 1996, ano em que se passa a trama, o cara estaria mergulhado nesses sites que pregam "Deus Vult". Mas o fato de Richard Jewell ser meio babaca não o torna culpado. Só que Eastwood erra a mão ao sugerir que a imprensa é a vilã desse episódio, e ainda desrespeita a memória de uma jornalista que já morreu. Nunca fui fã dele, e não sei se verei seu próximo filme.

14 comentários:

  1. "não sei se verei seu próximo filme". Só porque ele é republicano e conservador e não faz parte do clubinho idiota e progressista. Ricky Gervais foi ótimo e jogou tudo na cara daquela gentalhada hipócrita de Hollywood. Melhor de discurso de abertura de uma premiação. Vai fazer falta.

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    1. Estou AMANDO esse discurso de que o Ricky Gervais lacrou os progressistas.

      É só olhar no Twitter dele para saber que apito ele toca. Mas que preguiça de ler, não é mesmo? Muita letra.

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    2. Pois é...
      Acho o Ricky totalmente esquerda, mas não de uma forma panfletária/chata/por vezes hipócrita, e muito mais corrosivo/divertido.

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    3. Para o Anônimo do dia/hora 6 de janeiro de 2020 20:42: Na vida pessoal, Clint Eastwood não é nada do que prega. Quando morrer, muitos esqueletos vão sair do armário.

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  2. Ué, o que ele já disse e seus posicionamentos em outros assuntos não me impedem de concordar com o discurso dele. Uma pessoa não pode concordar com outra em algo só porque discordam de algum modo a em outras áreas? Não sabia disso.

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  3. O Mio Babbino Caro
    Off topic
    Hey Tony e a declaraçãoa do organizador da copa de que "Os gays devem respeitar a cultura do Qatar" que tal o Qatar respeitar os gays.

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  4. Ainda não assisti, mas ouvi falar que "A Mula" é muito bom.

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  5. "O protagonista é um típico incel: gordo, feio, semi-fracassado, louco por armas, morando com a mãe."

    Isso é discriminação. Dá pra entender o ódio dos incels. Qualquer um que é alvo de preconceito pode sentir ódio.

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  6. Não sou incel. Mas odeio gays que se acham melhores do que os outros. Eu arrebento na porrada pra falar a verdade. Não precisa ser gay, é só julgar alguém pela aparência e fazer papelzinho de superior que, pra mim, merece bordoada na boca. Pra quebrar uns dentinhos. E pode ser gay, hétero, branco ou preto. Se faltou com o respeito, merece porrada. Violência é uma atitude política. A mais antiga e a única eterna.

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    1. Isso aí! Mostre que travesty não é bagunça!

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    2. Quando se engana depois pede desculpas é isso?
      G-

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  7. No fim, o cara que atacou o Porta dos Fundos não era um incel. Longe disso. Isso mostra preconceito no seu post anterior. E como o pessoal que mora na internet vive fora da realidade. O povo, que aplaudiu o atentado (erroneamente), nunca foi, não é e nunca será incel. Incel é só mais uma "minoria" discriminada, haha.

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  8. Hoje em dia só é incel quem quer gente,com tanto Tinder,Badoo,Happn,Grindr

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