sábado, 11 de janeiro de 2020

BUFÊ DE SOBREMESAS


Aconteceu uma coisa engraçada comigo quando vi "Mulherzinhas", perdão, "Adoráveis Mulheres" (ainda prefio o título com que o livro foi traduzido para o português). Eu me diverti muito durante o filme. Achei os atores ótimos, os figurinos lindos e o roteiro interessante. Nem a montagem que mistura dois tempos diferentes me incomodou, apesar de me confundir de vez em quando. Mas aí veio o final excessivamente feliz, e eu saí do cinema enjoado. Parecia que eu tinha comido dez sobremesas de uma vez. Todas deliciosas, mas né? A diretora e roteirista Greta Gerwig deu um viés ainda mais feminista ao romance de Louisa May Alcott, mas também açucarou demais a receita. As irmãs March não passam mais fome e nenhum problema resiste a um sorriso e a um abraço. "Adoráveis Mulheres" é agradável, mas não há campanha que justifique Gerwig na mesma turma que Tarantino, Scorsese, Almodóvar, Sam Mendes e Bong Joon-Ho. Sua versão de uma obra fundamental da literatura americana ficou com cara de novela das seis - uma boa novela, mas sem o impacto ou a importância da concorrência. E agora, uma dúvida sincera: alguém sabe me explicar por que a tia March é rica, se ela nunca se casou, e seu irmão, o pai das moças, não é? De onde surgiu o dinheiro?

5 comentários:

  1. Dos pais dela e de seu irmão. Eles eram de família rica, mas o irmão foi deserdado ficando a fortuna toda para March.

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  2. Gente, quantos anos tem o filme com a Winona Ryder? Parece que foi ontem que eu vi essa outra adaptação deste livro.

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    1. Vinte e cinco anos. Saiu no final de 1994. Winona foi indicada ao Oscar pelo papel de Jô, que agora é de Saoirse Ronan.

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    2. Concordo contigo Tony e achei a verdão dos anos 1990 mais fiel ao espírito do livro. Agora, a produção (figurinos, trilha, fotografia) da nova adaptação é belissima (até demais).

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  3. Quero nudez do tony goes.

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