segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

BILLIE THE KID

Basta eu votar ou torcer por alguém para a pessoa perder feio. Nunca elejo meus candidatos a nada, e meus favoritos ao Oscar (olá, Glenn Close) costumam sair de mãos vazias. Por isto, ainda estou tentando entender o que aconteceu na noite passada. Minha queridinha Billie Eilish ganhou todos os seis Grammys a que concorria, inclusive melhor álbum, melhor gravação, melhor composição e revelação do ano Seu irmão Finneas O'Connell ainda levou outros dois, de melhor produtor e melhor engenharia de som. Ou seja: a família já conta com oito Grammys, sendo que Billie tem 18 anos e Finneas, 22. Acho os prêmios merecidíssimos, porque o som da dupla soa realmente como os dias de hoje. Claro que sempre paira a suspeita de que os Grammys continuam racistas, priorizando os artistas brancos, mas Billie Eilish (que eu escrevia Ellish, com dois L, até pouco tempo) é um caso excepcional. Com seu jeito de nerd e sua voz sussurrada, ela vai na contramão de canarinhos emplumados como Ariana Grande ou Demi Lovato, chatas de galocha sem ideias na cabeça. Billie também chama a atenção para uma praga moderna, a depressão, da qual sofre há anos. Mas ontem ela parecia bem contentinha. Afinal, conseguiu tudo o que queria.


2 comentários:

  1. Pensava que só eu achava Ariana chatinha- assim como Demi e Camila Cabello...

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  2. Amigo, eu adoro a Billie Eilish, mas se você acha que a Ariana não tem ideias, você não está prestando atenção. Beijos

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