quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O CONTO DAS OUTRAS

Quando a série "The Handmaid's tale" estava para estrear no Brasil, no começo do ano passado, eu corri para comprar uma versão eletrônica do livro em inglês. Não passei das primeiras páginas. Os e-books ainda estão um pouco fora do alcance da minha cabeça antiquada, e acabei conhecendo a saga de Offred pela TV mesmo. Mas agora ando mergulhado em "Os Testamentos", a continuação que Margaret Atwood lançou 34 anos depois do original, e me esbaldando. Nunca havia lido nada dela, e como escreve bem essa mulher! Também foi bom ter visto as três temporadas no canal Paramount, porque há situações e personagens que só apareceram lá. O novo volume se passa 15 depois dos acontecimentos da série e é narrado em primeira pessoa por três protagonistas diferentes: uma menina que cresceu em Gilead, outra criada no Canadá e ninguém menos que Tia Lydia, a planta-baixa da Damares. Aos poucos o leitor vai sacando quem de fato são as duas garotas (não vou dar spoiler). Mas o mais interessante é mesmo a tia, uma ex-juíza que se torna a maior filha da puta para poder sobreviver. Complexa, irônica e desprovida de delongas, é ela quem aponta (e apronta) a saída da ditadura teocrática em que os EUA se transformaram. Vai acontecer o mesmo na vida real? Eis o gancho.

16 comentários:

  1. Gancho??? Se toca! Vai ver o que está acontecendo! Faz post do Pisa, da roubalheira do Fundão! Se toca!!!

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  2. Margaret Eleanor Atwood, uma das poucas autoras não-heteronímicas que conheço - e antes que flamers ideologico-ensandecidos comecem a associar o termo à ideologia de gênero, eu explico: heterônimo é o nome literário, pseudônimo, em inglês: "pen-name", nome com o qual um autor assina suas obras, sendo o exemplo mais conhecido, Fernando Pessoa. Margaret Eleanor Atwood escreve - com excelsa habilidade - sob seu próprio nome e tem uma exuberante biografia pessoal e literária. Até agora, li dela: "Alias Grace" e "Oryx and Crake" e não gostei de ambos. Mesmo assim, recomendo.

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    1. O que ele quer dizer com isto, minha gente, é que Kararyu é um heterônimo de alguém que já conhecemos.

      Hmmmmm, quem será, hein?

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    2. 08:34 ZZZzzz... ZZZzzz... ZZZzzz...

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    3. DeFu, esse "heterônimo" não funciona como Fernando Pessoa, que escrevia diferentemente para cada heterônimo. Já DeFu...
      Nick

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    4. Correto Nick, iria fazer exatamente essa observação que não tem nada relação com pseudônimo.
      G-

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    1. Flame war no seu cu, seu pedante do caralho!

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  4. Sabe qual é o problema de vocês? Vocês se acham especiais só porque dão o cu! Isso existe desde a Antiguidade e não tem nada de especial. As mulheres não são especiais, assim como gays, negros, etc... É todo mundo igual e o Universo é indiferente a todos. A morte é a única régua que regula os viventes.

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    1. 14:40 Eita!
      Que porra de revolta é essa. Eu sou especial porque eu sou eu rssss
      G-

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  5. Off-Topic: Vocês já viram o blog do ministro Ernesto Araújo?
    É de arrepiar!
    https://www.metapoliticabrasil.com/

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    1. Foi graças a esse blog que ele conseguiu o Ministério.

      Falei disso num post do final do ano passado.

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    2. Tony quem sabe um dia, seu blog também lhe renda um ministério...

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    3. Pode crer, até lembrei que acho que foi por aqui mesmo que descobri o blog, valeu!

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  6. "Flame war no seu cu, seu pedante do caralho!" Obrigado! Fico exultante quando constato que minha erudição e minha classe incomodam. E, para não fugir à regra, alguns - poucos, felizmente - comentantes aqui, demonstram sempre um baixíssimo nível: ou são rasos de raciocínio, ou são simplesmente chulos e hostis: talvez, por possuirem algum atraso no desenvolvimento intelectual; portanto, incapazes de argumentar racionalmente. Tolo eu, que perco meu tempo respondendo a comentantes que sequer possuem a hombridade de se identificar e postam agressões gratuitas sob anonimato. Pusilânimes. Pertencem ao perfil evidentemente enquadrável entre os sádicos espancadores no recente e clamoroso caso em Paraisópolis. Cuidado, "Anônimo". Inveja mata. Recomendo enfaticamente que o Sr. busque concluir - pelo menos - o seu Ensino Fundamental. Aproveite, pois analfabeto, o Sr. não é. Ou, quem sabe, talvez o seja e tenha usado alguma ferramenta online de conversão VTT (Voice To Text) para registrar sua frustração e revolta contra a inteligência alheia - ou, no caso, com suas próprias e profundas limitações - e tenha aprendido a copiar e colar texto entre abas do navegador... nunca se sabe.

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    1. O fato de gostar de ser chamado de pedante mostra que o é mesmo.

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