segunda-feira, 18 de novembro de 2019

QUE PRÍNCIPE SOU EU?

Uma discussão bizarra tomou conta das redes sociais brasileiras na semana passada. Luiz Philippe de Orleans e Bragança, deputado federal pelo PSL e quase-vice do Biroliro, não seria príncipe coisa nenhuma, porque a monarquia foi abolida no Brasil com a proclamação da república. Teve gente que chegou a dizer que ele era "autoproclamado", feito o Juan Guaidó na Venezuela ou a Jeanine Áñez na Bolívia. Lamento, mas Luiz Philippe é príncipe sim. Ele faz parte da Casa Imperial Brasileira, que não foi extinta. Não há mais trono, mas os Orleans e Bragança ainda são reconhecidos pelo Almanach du Gotha, o catálogo oficial da nobreza mundial. O que não temos mais no Brasil são duques, barões e condes. O Império distribuía esses títulos como honrarias equivalentes ao "sir" britânico, sem terras atreladas a eles. Tampouco eram hereditários: filho de barão não herdava o título do pai. Mesmo assim, a república continuou tratando os nobres do Império como tal, até que eles morressem. Um exemplo fulgurante é o Barão do Rio Branco, que era chamado assim mesmo sendo o chanceler de diversos governos republicanos, entre 1902 e 1912. Até pouco tempo, a polêmica não existia, porque nossos príncipes mais visíveis são adoráveis. Dom Joãozinho é um cara bacanérrimo: culto, simpático, despretensioso, ótimo fotógrafo e anfitrião de uma badalada feijoada em Paraty. Sem falar na DJ Princesa Paola de Bragança, que tal? São todos do ramo de Petrópolis, que leva adiante o legado cosmpolita e iluminado de D. Pedro II. Mas tem também o ramo de Vassouras, composto por figuras lúgubres e ligadas à TFP, do qual Luiz Philippe faz parte. Sinto informar, mas não é porque não gostamos dele que o quase-vice deixou de ser príncipe. Pelo menos no título.

20 comentários:

  1. Desde a constituição de 1891 o Brasil já considera todos os cidadãos iguais perante a lei, não admite privilégios de nascimento, desconhece foros de nobreza e extingue as ordens honoríficas existentes e todas as suas prerrogativas e regalias.

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    1. Médio. A enfiteuse continua valendo. E os príncipes sempre foram chamados de príncipes (mas não de Vossa Alteza ou coisas do gênero).

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  2. Quando eu estava na escola, gostava de estudar o Brasil Império e Dom Pedro II era uma das minhas personalidades históricas favoritas. Sempre me perguntava o que teria acontecido com os descendentes de Isabel, achava que tinham se dispersado no tempo e na história. Aos vinte anos me surpreendi na Feira Literária de Parati com a existência de um príncipe brasileiro, era Dom Joãozinho. Simpático, culto, elegante, bonito. Só um pouco mais tarde fiquei sabendo que ainda existia uma "família imperial brasileira" dividida em dois ramos devido a uma treta familiar e que João não era considerado o "herdeiro dinástico" por causa disso e sim um tal de Dom Bertrand do tal ramo Vassouras.
    Você descreveu bem. A galera de Petrópolis sempre foi mais arejada, mais interessante, mais cool, bem mais parecida com o jeito brasileiro de ser, ao contrário da galera de Vassouras. Ultra conservadores, chefiados por um senhor celibatário de sotaque francês e pensamento mofado que está mais para Bento XVI do que para Pedro II. Até onde sei, todos os membros deste lado da família são bolsonaristas, até os mais jovens.

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  3. O Mio Babbino Caro
    Se for para insistir nesse assunto, chama o Carlinhos Brown rsss Todos hão de convir que na verdade o tema esta mais para o ridículo mal escrito enredo nacional. Porém continuemos e aquele plebiscito de um tempo atrás que a Mangueira D.Zica toda fez campanha pela Monarquia com uma forcinha da Sandra Sá oh My God emfim o Carnaval esta logo aí mesmo e já embarcaram D. Pedro na madrugada resmungando que não era negro fu jão...tem jeito não pra essa Ópera Bufa 17.

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    1. Depois voce diz que conhece "heteros". O ÚNICO PAÍS onde o POVO não se REBELOU contra a Monarquia na America Latina, mas teve sua "independência" IMPOSTA nas PASSIVONAS!!!!

      Tipo as Canadenses! :D

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  4. Postando novamente... Chamar Luiz Philippe de Orleans e Bragança de príncipe é errado. O pai dele (Eudes Maria Rainier de Orléans e Bragança) renunciou a qualquer direito de sucessão ao extinto trono brasileiro para si e seus descendentes em 3 de junho de 1966. Além disso, a mãe dele apesar de abastada e com parentes historicamente conhecidos, não possui qualquer título de nobreza, portanto é plebéia. Talvez seja considerado príncipe em outro país. Pela regra brasileira (RISOS) é considerado vira-lata. Se a monarquia voltasse amanhã acho que teria uns mil pretendentes na frente desse aí.

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    1. Iria esclarecer exatamente isso. Philipe de Orleans foi EXCLUÍDO da linha de sucessão por renúncia de seu pai que se estende a ele e aos demais filhos. Philipe não passa de um burguês oportunista que ludibriou os otarios bolsominions usando o nome da família para ganhar uma boquinha pública. Nao tem absolutamente nada de aristocrático e fere de morte o Suprapartidarismo das famílias reais ao ser militante partidário. Em uma monarquia vigente ganharia de consolação pela renúncia paterna um título de duque, conde etc... mas numa república não passa de uma FARSA, que pelo visto enganou até o Tony..

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    2. Exato. O Tony Goes é tão leigo no assunto que numa postagem sobre o plebeu Philipe de Orleans colocou uma foto do outro plebeu Joãozinho de Orleans e Bragança.

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    3. Dããã, é claro que eu sei que este é o D. Joãozinho.

      O Philippe já enfeitou meu post sobre a suruba gay. Não quis repetir o personagem.

      Sou tão leigo no assunto, mas tão leigo, que um dia eu te conto quem foram os padrinhos do primeiro casamento do meu pai.

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  5. Tony, foi na manifestação domingo?

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    1. Contra o Gilmar? Não, não fui uma das 10 pessoas que compareceram.

      E de lá viria se lá estivesse.

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    2. 10 pessoas? Nossa, que coisa....

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  6. Ah, Tony. Você está confundido a famosa vassalagem brasileira com o alguma institucionalidade. Então, o que é um príncipe sem um reino senão uma piada pronta? O Brasil é uma república, e não temos príncipes coisa alguma. E tratá-los com alguma deferência por conta de uma hereditariedade não aceita pelo atual pacto social é de um nível jeca que ultrapassa o Jeca Tatu, o Mazzaropi e o Didi Mocó em todos os seus piores aspectos. Uma vergonha alheia. Deixemos isso para os amiguinhos dessa gente que acha bonito ser amigo de príncipes e princesas. Lembro de uma festa no apartamento da princesinha com alguns convidados enaltecendo serem amigos de uma princesa, como valor próprio só pela coisa ser assim. #VdeVexame

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  7. Sobre a TFP e questionar a existência é só olhar o último relatório da ONU sobre migração, antes o continente que dominava está sendo dominado e isso é péssimo se considerar o tipo de regime da maioria do oriente médio, não existe liberdade
    no relatório refugiados de guerra são considerados cidadãos locais, existem centenas de líderes muçulmanos que pregam inseminar mulheres europeias pra conquistar o continente por dentro sem guerras, e as guerras são basicamente orientadas pelas taxas de natalidade, o homem europeu nunca procriou tão pouco, a mesma coisa se aplicaria na Rússia se não tivesse um governo com um semi ditador no comando e o controle social pela distorção de fatos
    em pesquisa se descobriu que pela arcada dentária a maioria dos supostos adolescentes homens refugiados na verdade são adultos assim como em média 78% dos refugiados que entram na Europa são homens, dado que é bem peculiar por óbvio que numa guerra os mais frágeis que são mulheres, crianças e idosos deveriam ser a prioridade

    Homens muçulmanos com suas várias esposas tratadas como lixo estão com suas taxas de natalidade altíssimas, a crise de migração é um desastre até pro oriente médio, no Líbano 1 em cada 4 dos habitantes são refugiados, vai lá ver a situação geopolítica deles pra ver se é favorável

    Qual seria a solução pra manter taxas de natalidade estáveis no Brasil?
    Não vejo absolutamente problema nenhum em ele fazer parte da TFP ou da existência dela

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    1. Você outro dia reclamando do aquecimento global e sobre Veneza
      Se importa mesmo com monumentos e com a história da Europa?

      num regime islâmico isso tudo vai desaparecer
      hipócrita

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    2. Ah, sim, o Brasil está mesmo correndo um risco seríssimo de se transformar em um califado onde vigora a sharia. Que perigo.

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  8. Aqui no "novo mundo" não cabe a ideia de monarquia, mas por adorar história e admirar o jeito como eles sabem usar a própria imagem também tenho simpatia pelo ramo de Petrópolis.

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  9. A monotematica era monarquista?

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  10. Só faltou o Tony dizer que a realeza são os emissários de Deus na terra e que é deles o direito de governar!
    Nick

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