segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O GOLPE MILICIANO

Não tem lado certo na Bolívia. Não dá para torcer nem para o Evo Morales, nem para as forças que o apearam do poder. Só para que a normalidade democrática seja reestabelecida o mais rápido possível. Mas isto ainda parece longe de acontecer, porque o país está um caos. Sim, houve um golpe por lá, mas não foi o clássico golpe militar sul-americano. Estamos diante de um novo tipo de levante: o golpe miliciano, nas palavras felizes do Pedro Doria. Foi parte da polícia quem se rebelou, não as Forças Armadas, insufladas pelo tenebroso Luós Fernando Camacho, um empresário de extrema direita ligado às igrejas neopentecostais. Policias mascarados participaram de depredações e perseguições - ou seja, agiram feito milicianos. O lado bom é que essa gangue não teve força para assumir o controle do país; o lado mau é que agora o caos reina na Bolívia. Tomara que esse neologismo não cruze a fronteira com o Brasil.

18 comentários:

  1. Acorda Bela Adormecida, o BRASIL foi o primeiro pais da América Latina a dar o golpe. Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade. Foi golpe branco.

    Brasil é o país do golpe

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    1. Seu chato. Não precisa ficarar falando isso por aí...a bem verdade foi o Paraguai lembra...
      G-

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  2. Vis.

    (Não diferente dos TAMBÉM HOMOFÓBICOS da "esquerda".)

    ((TUDO maçons que não SUPORTAM gays ASSUMIDOS.)

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  3. Ué já mudou de ideia? Diferente da Bolívia o Brasil é um país rico muito muito rico em todos os sentidos o que aconteceu/acontece aqui desde sempre ou desde Getúlio como alguns gostam de apontar é uma tragédia infinitamente maior.

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    1. As pessoas não podem mudar de ideia a luz de novos fatos ou evidências?

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    2. Pois é. Nesta segunda-feira ficou mais claro o que está rolando na Bolívia. E repito: o veredito final ainda vai depender do que acontecerá daqui para a frente. Se houver eleições livres e justas, o saldo será positivo.

      De resto, é incrível como existe tanta gente binária. Ou você é a favor do Evo ou é contra. Não existe complexidade. O mundo é simples.

      Eita gente burra.

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    3. Seja, porém, o vosso falar:Sim,sim; Não,não; pois o que passa daí, vem do malígno.
      Mateus 5:37
      G-

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    4. Só não discorde do Tony: ele falou, tá falado!
      Kkkkkkkkk

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  4. Tony, vc q sabe tudo, diga-me: o Evo foi para o México porque fica mais perto dos Estados Unidos?

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  5. Foi trágico como as coisas se desenvolveram na Bolívia. Manifestantes humilhando prefeita, tacando fogo na casa da irmã do presidente. Parte das manifestações foram de uma selvageria que apenas empobrece os valores democráticos nos dois polos do espectro político.

    Mas próprio Evo Morales disse que aceitaria segundo turno se a auditoria comprovasse fraude. Pois é. A auditoria da OEA confirmou a fraude. O mesmo Evo Morales tentou burlar a constituição através de referendo em 2016. Perdeu. Daí agora, em meados da renuncia, o ex-presidente só aceitou a possibilidade de fraude quando a OEA interviu, sempre passando a idéia de que não teve nada a ver com as fraudes. Será? O episódio foi muito nebuloso e levou a demissão de dois ministros. Concordamos que Evo Morales é inocente até que se prove o contrário, mas também concordamos que não existe exercício da democracia com aparelhamento do judiciário.

    O problema é que desde o começo Morales agiu como um ditador. Talvez, hoje, ninguém sirva melhor de exemplo do que é a esquerda latino-americana. Autoritária, recusa-se a fazer rodízio no poder. Sempre procura brechas constitucionais pra levar adiante seu projeto político sem interrupções. Foi assim na Argentina, foi assim na Bolívia, é assim na Venezuela. Coincidência?

    O que eles têm em comum? Estes governos sempre despertam o ódio de metade do país e costumam cair apenas para intervenções militares. O legado? melhorias muito tímidas na redução da desigualdade de renda, as vezes à custa de instabilidade macroeconômica. A perpetuação não vem por conta de projetos políticos transformadores, no sentido positivo do termo. Por isso, exige-se um enorme desgaste político: Aparelhamento do judiciário e censura são posturas que hoje estão mais associadas ao kirchnerismo e ao bolivarianismo, que ao reacionarismo-nacionalista dos militares latino-americanos. Hoje, os militares só aparecem pra destronar aqueles autocratas que se recusam a seguir as regras do jogo. Na verdade, o século XXI traz um desdobramento interessante pra América-latina: os governos autoritários do continente estão mais à esquerda, que à direita. Este é um fato que a nossa esquerda precisa encarar, refletir e admitir.

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    1. A Defu em mais um disfarce agora palatável e fazendo a sensata mas sempre com os pés atolados na direita para o que der e vier mesmo que tenha que fazer isso aí que se vê na Bolívia.
      G-

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  6. Companheires, estava refletindo aqui e acredito que a CIA esteja envolvida no golpe na Bolívia. E a juventude estudantil, o que vai fazer a respeito? Essa era a hora de um DCE compromissado com a classe trabalhadora convocar uma assembleia geral em regime de urgência. Continue lendo esta análise de conjuntura em meu artigo exclusivo para o Esquerda Diário.

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  7. Evo Morales perseguia políticos, juízes e opositores. Há inclusive refugiados no Brasil que denunciavam esquemas de corrupção lá. É muito bom ser analista político hoje em dia, onde as pessoas só pegam 20% de fatos, pra concluir os 80% restantes.

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  8. Não sei se vocês sabem, mas é perfeitamente possível ter um pensamento mais progressista e ainda assim criticar os governos de esquerda.

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  9. como bem disseram... militares e evangélicos serão a ruína da america latina... espere e verá.

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  10. "Anti-imperialismo" é na verdade apenas um imperialismo de espelho. Supõe que nada de ruim pode acontecer no mundo sem que as potências ocidentais estejam por trás disso. Estamos vendo isso acontecer em tempo real na Bolívia.

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  11. Se não aqui vai a explicação:

    Quando o alvo de protestos é um governo de esquerda, os manifestantes são golpistas, entreguistas e imperialistas, e a interpretação de democracia de literalmente todo o mundo é limitada. Maduro e Morales seriam democratas que não se enquadram na noção liberal de democracia. As manifestações são, por regra, ilegitimas, conservadoras e elitistas.

    Mas quando o alvo é um governo de direita, aí é a sociedade lutando por direitos e contra o elitismo dos poderosos. Aqui as manifestações são legítimas e pró-povo.

    O contexto pouco importa. Se o povo venezuelano perdeu uma média acumulada de 20kg nos últimos 3 anos, azar o deles.

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