sexta-feira, 1 de novembro de 2019

LAVOU, TÁ NOVO


Agora já dá para dizer que existe um novo subgênero em Hollywood: a comédia ácida que satiriza o mercado financeiro, com elenco fabuloso e atores dando falas malandrinhas diretamente para a câmera. Depois de "A Grande Aposta" e "O Lobo de Wall Street", o mais novo membro do clube é "A Lavanderia", que está disponível na Netflix. Talvez a palhaçada seja o único jeito de tornar palatável um assunto tão árido? Aqui o alvo é o escândalo conhecido como Panama Papers, cujo epicentro foi o escritório de advocacia Mossack Fonseca, especializado em abrir empresas-fantasmas em paraísos fiscais. E, para tornar o prejuízo palpável, a protagonista é uma viúva americana que só quer receber o seguro pela morte do marido. Quando ela descobre que a seguradora meio que não existe, resolve investigar por conta própria. O roteiro é divertido ao ponto de, lá pela metade, eu ter tido a impressão de que um problema técnico havia interrompido o filme original e começado um outro, com outra história e outros personagens. Tudo se junta no final, é claro, com uma longa tomada única que sublinha pela enésima o talento espantoso de Meryl Streep, Gary Oldman e Antonio Banderas. "A Lavanderia" é o melhor filme em mais de uma década de Steven Soderbergh, um diretor que já assinou obras-primas mas que, nos últimos tempos, só fazia ligeirezas. Este aqui não vai entrar para a história, mas é limpinho e engomado.

3 comentários:

  1. Na verdade, dessa vez não concordo com você, achei o filme fraco, confuso e a melhor chamada é dizer que a Meryl Strepp esta nele, mas na verdade ela tem somente algumas cenas. Só nao achei o filme totalmente ruim porque quase ele inteiro, pensei que estava vendo o quadro do fantástico " Cade o dinheiro que estava aqui?"....

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  2. Sem falar que estamos presentes com a Odebrecht...

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  3. O pessoal da Faria Lima vai achar que é pra eles...mas na vdd nem é

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