terça-feira, 19 de novembro de 2019

GEÓRGIA NA MINHA MENTE


O Festival Mix Brasil termina amanhã, e eu não vou conseguir ver um dos filmes da minha lista: o chileno "O Príncipe" (tenho outro compromisso no mesmo horário). Mas duvido que seja melhor do que "E Então Nós Dançamos", o representante da Suécia no próximo Oscar. Que, no entanto, foi todo rodado na ex-república soviética da Geórgia, hoje independente, com diálogos no estranhíssimo idioma de lá. Esse pequeno país do Cáucaso parece uma mistura da Turquia com a Rússia e é um dos lugares mais homofóbicos do mundo. Por isto mesmo, o longa de Levan Akin se reveste de urgência. O protagonista é um rapaz que integra uma trupe de dança folclórica, uma tradição fortíssima na Geórgia. Seu mundinho sofre um abalo quando um novo membro entra para o grupo, e os dois terão que competir entre si por uma vaga no balé nacional do país. Ah, e sabe por que abriu a vaga? Por que seu antigo ocupante foi flagrado transando com outro homem (oooh), um armênio (oooooooh). Com uma trilha sonora exótica e vigorosa, coreografias incríveis e algumas cenas quentes feito um khachapuri, "E Então Nós Dançamos" já é um dos favoritos às indicações ao Oscar de filme internacional. Quem perdeu no Mix não precisa ficar triste: a estreia no Brasil está prevista para 19 de dezembro.

3 comentários:

  1. I’ve got to go, I’ve got to go!

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  2. Ich wohne in Deutschland und hierzulande läuft dieser Film nur ab dem 20 März an. Scheiße.

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  3. Eu vi o Príncipe e gostei muito muito. Bons atores, cenas bem dramáticas, roteiro enxuto e bem costurado. Sem contar cenas ousadas de sexo. Recomendo Toninho!

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