sexta-feira, 15 de novembro de 2019

A MANCHA DE VINHO


Ainda gosto do Xavier Dolan? Claro: ele continua uma teteia. Mas como diretor, sei não. "The Death and Life of John Donovan", seu penúltimo filme - e o primeiro falado em inglês - teve críticas tão horrorosas que quase sumiu do mapa. Ninguém sabe, ninguém viu. Mas Dolan não deixou a peteca cair e lançou, logo em seguida, "Matthias & Maxime", em cartaz no Mix Brasil. É uma volta ao seu estilo tradicional: baixo orçamento e atores desconhecidos falando o impenetrável francês do Québec. Suspeito que ele também tenha voltado à adolescência. Porque a trama só faz sentido para alguém de 16 anos: dois amigos se beijam em um filme caseiro, e pinta aquela dúvida cruel. Acontece que os personagens têm 30 e já deviam se conhecer melhor a essa altura da vida, ainda mais nos dias de hoje. Dolan faz Maxime, que tem um sinal no rosto conhecido como "mancha de vinho" (aquele do Gorbachev). O francês de origem lusa Gabriel D'Almeida Freitas é Matthias, um tipão, mas a química entre os dois nunca entra em ponto de combustão. Com algumas cenas magníficas e outras jogadas fora, "Matthias & Maxime" parece um amontoado de ideias soltas e cruas. Deve ter sido mesmo rodado às pressas.

4 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Quem vai querer ver esse filme depois de uma crítica dessa rsss esse Tony viu.

    ResponderExcluir
  2. Hmm o trailer não deu vontade de assistir... bem adolescente mesmo. Mas sim o Dolan é uma gracinha

    ResponderExcluir
  3. Pelo trailer, parece aqueles filmes gays do início dos anos 90 e que eram uma dificuldade pra conseguir assistir. Era o que tinha pro momento, e acreditem, já era sublime poder ver. Sensação quase de ilegalidade.

    ResponderExcluir