terça-feira, 1 de outubro de 2019

MEU POLÍTICO DE ESTIMAÇÃO


Gosto de quase tudo o que Ryan Murphy fez: "Glee", "Pose", "Feud: Bette vs. Joan", "The Assassination of Gianni Versace"... Também adoro um certo estilo cínico de comédia, com o que os americanos chamam de "tongue-in-cheek" (traduzível por ironia?), que não é muito popular no Brasil. Por tudo isto, adorei "The Politician", a mais tongue-in-cheek das comédias assinadas por Murphy. O quase-bonito Ben Platt (que já ganhou um Tony de melhor ator de musical) faz um adolescente que quer se eleger presidente de seu grêmio acadêmico, como o primeiro passo para uma carreira que o levará à presidência dos Estados Unidos. Para aumentar suas chances, ele convida uma garota que está se tratando de um câncer para ser sua vice. A avó da garota é Jessica Lange e a mãe dele é Gwyneth Paltrow: a presença dessas duas estrelas aumenta a voltagem de "The Politician", mas texto e direção são irretocáveis. Alguns críticos não gostaram dos números musicais. É verdade que são totalmente gratuitos, mas quem quer desperdiçar os talentos vocais de Platt?

10 comentários:

  1. Tô assistindo, ele parece tratar dos mesmos temas mas sempre de uma forma diferente. Gostando...

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  2. Sou fã do Murphy mas não aguentei mais de 30 min do episódio piloto.
    Personagens que não me cativaram em nada e o protagonista tá sei lá... Feio, sem expressão, execrável.
    Tô chocado como nossas opiniões divergiram diametralmente.

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  3. O Mio Babbino Caro
    Achava que a essa altura não me identificaria com mais ninguém, além de quando descobri Fernando Pessoa. Até surgir você.
    Acredite o comentário é sobre o post.

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  4. Gostei tb.
    Só achei q tem uns personagens robóticos na série, aqueles amigos do personagens principal não me desceu a série toda, só foram mais naturais no ultimo episodio. E foi no ultimo episódio que a série me ganhou ,finalizou com maestria e deixou uma deixa muito boa pra segunda temporada.

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    1. Sim, extremamente robóticos, é uma técnica de atuação não se mover demais e nem demonstrar emoções? Porque dava para ver que eles não são atores ruins...

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  5. O final é maravilhoso. Acho Feud injustiçada

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  6. Eu fiquei impressionado da Netflix ter deixado uma "legendagem" tão ruim passar.

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    1. Caramba! É chato falar do trabalho de tradução, mas eu também fiquei surpreso. Começou quando foi traduzido "Dean" como um nome... depois não existe uma regularidade, ao mesmo tempo em que se omite a marca Filet-O-Fish para "hamburger", tacam um "Xanax", sendo que o produto tem outro nome no Brasil. A cereja do bolo foi a cena da menina falando com o pai sobre fingir um padrão econômico. O roteirista e o tradutor só se encontraram na ideia central mesmo.
      Entretanto, eu entrei em um fórum que fala sobre legenda e traduções ruins e vi que essa nem foi tão ruim em comparação com outras produções.

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  7. Nossa! Sou daqueles magnetizados por legenda também. Na cena na qual ele está indignado por estar na lista de espera de Harvard, ele fala muito sobre os modelos de Nações Unidas. Isso tem muito no Brasil (SiNUS, AMUN...) e os melhores são da UnB, talvez esteja fora do eixo de São Paulo para que o tradutor se desse ao trabalho. Um período inteiro ignorado. Lembrando: faz tanta parte dele que, na abertura, o primeiro close é na medalha dele de UN model.

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  8. Producao de arte e figurinos impecáveis!!!!

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