quinta-feira, 12 de setembro de 2019

É CENSURA QUE CHAMA

A estreia de "Marighella" nos cinemas brasileiros estava prevista para abril passado. Com receio da euforia ainda reinante entre a minionzada pelo começo do governo do Despreparado, produtores e distribuidor preferiram esperar mais um pouco. Remarcaram a estreia para 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Aí começaram a surgir notícias de que a Ancine estava regulando um repasse de um milhão de reais para o lançamento e outras burocracias mil. Hoje, a estreia de "Marighella" foi mais uma vez cancelada. Ou adiada para abril de 2020, como explica a Cristina Padiglione nesta matéria em seu blog Telepadi. Tomara que esse imbroglio se resolva logo, porque eu estou doidinho para ver o filme - inclusive porque meu marido está nele. Mas, enquanto essa estreia não acontecer, estamos diante de um caso de censura. Ainda disfarçada, traiçoeira, olhando de soslaio. Mas não me venham com justificativas: essa joça tem cheiro de censura, cara de censura, gosto de censura. Então olha a censura aí, gente!

11 comentários:

  1. Que personagem teu marido faz, Tonya?

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  2. Aquele filme em que mudaram a cor da pele do protagonista, um italo-brasileiro, só pra lacrar?

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    1. Falou “lacrar”, a gente já sabe que é minion.

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    2. Minion reivindicando a branquitude de marighela.kkkkk

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    3. Foi bem ridículo colocar o terrorista branco retratado por um negro. Se fosse o contrario seria uma gritaria. Mas tem que exibir logo, quase ninguém assiste, fica uma semana e sai de cartaz. Imagina se proibissem o filme do Erasmo Carlos, por ex., causaria repercussão e interesse. Como obviamente foi exibido, somente as 6 viúvas da Jovem Guarda assistiram e logo saiu de cena. Assim como esse filme sobre a múmia do Marighella. Tem um buzz na imprensa, retrospectiva da vida do cara, blablablá, e publico pequeno. Essa turma do Bolsonaro e burra ate pra proibir.

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    4. Marighella era filho de um italiano (que existem de todas as cores, depende de onde venha) com uma negra baiana filha livre de escravos que vieram do Sudão, ou seja; branco ele não era.

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    5. Wagner Moura já disse várias vezes que quis um ator negro retinto para interpretar Marighella, como um manifesto político. Acho questionável, mas é a decisão dele como diretor e como artista.

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  3. Tá osso: Enquanto de um lado censuram filmes, a Câmara de Salvador quer proibir o Carnaval na quarta-feira de cinzas... Estamos virando Gilead...

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    1. Falando em Gilead, comecei um binge watching mas empaquei no episódio depois da casa de Jezebel. Às vezes tudo parece meio arrastado demais. Sei que deve ser intencional, pq pras vítimas ali o tempo meio que parou mesmo. Mas torna chato de assistir. Enfim: vale a pena o esforço de seguir? Ou só posso esperar mais do mesmo?

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  4. Deveriam negociar o filme com a Netflix ou a Amazon Prime, aposto que teria um alcance muito maior do que nos cinemas.

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